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Inadimplência
entre consumidores cresceu 6% no semestre
17-07-2008
No primeiro semestre de 2008, o Indicador Serasa de
Inadimplência Pessoa Física apontou nova
alta na inadimplência dos consumidores. Segundo
o levantamento da Serasa, de janeiro a junho deste ano
o crescimento da inadimplência foi de 6,1% na
comparação com os seis primeiros meses
de 2007.
Na variação entre junho de 2008 e junho
de 2007, o indicador registrou alta de 7,1% na inadimplência
das pessoas físicas, enquanto na relação
entre junho de 2008 e maio último, houve queda
de 4,5%.
No período de janeiro a junho, o ranking de
representatividade da inadimplência dos consumidores
foi liderado pelas dívidas com os bancos, que
tiveram participação de 43,2% no indicador.
No primeiro semestre de 2007, as pendências com
as instituições financeiras representaram
37,9% da inadimplência das pessoas físicas.
Em seguida, com 32% de representatividade na inadimplência
das pessoas físicas nos seis primeiros meses
de 2008 estão as dívidas com cartões
de crédito e financeiras. No acumulado de janeiro
a junho de 2007 este percentual foi de 31,1%.
Em terceiro lugar estão os cheques devolvidos.
De janeiro a junho de 2008 eles tiveram participação
de 22,5% no indicador de inadimplência dos consumidores,
menor que os 28,4% obtidos no mesmo semestre de 2007.
O ranking é fechado com os títulos protestados,
que no primeiro semestre deste ano representaram 2,3%
da inadimplência das pessoas físicas, ao
passo que no mesmo período do ano anterior esta
participação foi de 2,7%.
No primeiro semestre deste ano, as pendências
com cartões de crédito e financeiras tiveram
um valor médio de R$ 416,15, com alta de 16,4%
ante o mesmo semestre de 2007. Já as dívidas
com os bancos, de janeiro a junho de 2008 tiveram seu
valor médio em R$ 1.375,36, situando-se 8,2%
acima do valor obtido nos seis primeiros meses do ano
anterior.
Quanto aos títulos protestados, o valor médio
registrado no primeiro semestre de 2008 foi de R$ 931,66,
com elevação de 10,8% sob o valor apresentado
no acumulado de janeiro a junho de 2007. Os cheques
devolvidos, por sua vez, tiveram até junho deste
ano um valor médio de R$ 645,53, representando
um aumento de 6,3% em relação ao valor
obtido nos seis primeiros meses de 2007.
Para os técnicos da Serasa, o crescimento da
inadimplência do consumidor, tanto na variação
semestral quanto em igual mês (junho 2008/2007),
é resultado do maior endividamento da população.
"Com a evolução do crédito,
parte dos consumidores ultrapassou seu limite de endividamento
em relação à renda. Este maior
comprometimento também pode ser notado pelos
valores médios crescentes das pendências
financeiras, em todas as modalidades de financiamento",
dizem eles em nota.
Além disso, o aumento dos juros e da inflação
acabam pressionando ainda mais a renda das famílias,
com maiores dispêndios em aluguéis e compra
de produtos básicos, determinando menor disponibilidade
de recursos para honrar as dívidas assumidas.
A continuidade de utilização de formas
mais caras de financiamentos, a exemplo do cheque especial,
pode estar sendo destinada para o pagamento de outras
dívidas e/ou complementação de
renda.
Para ilustrar o acirramento da inadimplência
do consumidor entre 2008 e 2007, informa a Serara, no
1º semestre de 2007 em relação ao
mesmo período de 2006 houve uma queda de 1,6%
na inadimplência das pessoas físicas. O
patamar atual é o oposto, com aumento de 6,1%
na relação entre igual período
(1º semestre) de 2008 comparado ao mesmo de 2007.
De forma geral, avalia a Serasa, a inadimplência
do consumidor ainda não é alarmante, mas
merece ser monitorada.
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