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Empresas
não têm plano de carreira para setor de
TI
17-10-2008
O Exin, instituto holandês independente e sem
fins lucrativos, que desenvolve, organiza e realiza
exames educacionais na área de tecnologia da
informação, encomendou a pesquisa Perspectiva
do Investimento no Profissional de TI, com o objetivo
de mapear a qualificação da capacitação
humana no setor de tecnologia da informação
no Brasil. A principal conclusão do estudo realizado
pela MBI, sob a coordenação de Roberto
Mayer, aponta que nas empresas de 58,9% dos profissionais
entrevistados não há plano de carreira
definido.
"Estes dados confirmaram minha percepção
de que a área de TI não se preocupa em
definir uma estratégia de desenvolvimento profissional
como acontece com outras áreas dentro das organizações",
afirma Luciana Abreu, gerente regional do EXIN no Brasil.
"O dado de 58,9% somado aos 39%, que indicam que
boa parte dos investimentos na profissionalização
está destinada para treinamentos técnicos,
corroboram apenas a necessidade de suprir um vácuo
imediato do setor e não de se preparar uma futura
carreira para o profissional".
Altos valores de investimentos destinados para a área
de TI já fazem parte deste cenário: 31,1%
investem de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões
por ano; 28,9% de R$ 100 mil a R$ 1 milhão; e
16,1% de R$ 10 milhões a R$ 100 milhões.
A boa qualificação dos profissionais também:
45% deles são pós-graduados, principalmente
em informática e administração,
do alto grau de experiência, 65% tem entre 11
e 30 anos de mercado, e da fluência em inglês,
34,4%.
Entre os profissionais entrevistados, apenas 43,3%
afirmam que a empresa nas quais trabalham possui um
CIO. Diante deste cenário, 13,3% dos diretores
estão na instituição entre 11 e
30 anos, mesmo exercendo outras funções
anteriormente, e 10,6% estão há, no máximo,
cinco anos. Aqueles que exercem a função
há, no máximo, cinco anos, somam 17,3%.
De forma geral, 22,2% dos CIO´s construíram
suas carreiras dentro da área de TI. No governo,
este número passa para 50%, 46,2% em infra-estrutura
e 42,9% em finanças.
"As conclusões feitas pelos entrevistados
apontam para uma visão de que o mercado dá
oportunidade a quem está há muito tempo
na casa, ou, quando isso não é possível,
traz o profissional de outras empresas e segmentos,
ao invés de preparar e formar suas equipes para
os postos de liderança", alerta Luciana.
Porém, o estudo aponta ainda um alto índice
de empresas que não possuem CIO, 56,7%. "As
companhias brasileiras, principalmente as de pequeno
e médio porte, ainda não entenderam a
importância de se ter um diretor de tecnologia
da informação que irá também
olhar para o negócio da empresa", analisa
Luciana. Do universo das empresas que não possuem
CIOs, encontram-se companhias de segmentos diversos
como indústrias (55,1%), atacado e varejo (54,5%)
e setor agropecuário (42,9%), principalmente.
Ficha técnica:
Pesquisa realizada com 180 profissionais de TI ao longo
dos meses de agosto e setembro de 2008. Estes profissionais
são ocupantes de cargos de média gerência
e subordinados, e atuam majoritariamente no setor privado.
Cerca de um terço atua em empresas do setor de
TI, que prestam serviços de outsourcing para
o mercado corporativo, enquanto o restante atua de forma
direta no mercado corporativo. Amostra de cobertura
nacional. Margem de erro de aproximadamente: 6,8%.
"Ao longo do trabalho, percebemos que o tema da
pesquisa faz parte das preocupações de
todos os profissionais da área, tornando-os muito
dispostos a cooperar com informações sobre
sua realidade", afirma Roberto Mayer, responsável
pela coordenação do estudo.
Para mais informações sobre o estudo,
acesse: http://www.exinbrasil.com.br/rumos/2008/pesquisa.
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