Inadimplência com cheques teve em novembro o maior índice do ano

17-12-2008

Segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos, em novembro de 2008 foram devolvidos 21,6 cheques sem fundos a cada mil compensados. O índice é o maior registrado em 2008, superando o recorde de maio, que teve 21,2 cheques devolvidos por mil compensados. Houve um aumento de 12,5% no volume de cheques devolvidos a cada mil compensados na relação entre novembro de 2008 e novembro de 2007, quando foram devolvidos 19,2 cheques por mil compensados.

De acordo com o indicador, em novembro de 2008 houve 105,44 milhões de cheques compensados e 2,28 milhões devolvidos por falta de fundos. Em novembro de 2007, os cheques compensados somaram 123,91 milhões e os devolvidos foram 2,38 milhões.

A inadimplência com cheques também cresceu no acumulado do ano. De janeiro a novembro de 2008, houve um aumento de 1% no volume de cheques devolvidos a cada mil compensados em relação ao mesmo período de 2007. Até novembro de 2008, foram devolvidos 19,8 cheques sem fundos por mil compensados, enquanto nos onze meses de 2007, foram 19,6.

Os cheques compensados totalizaram 1,27 bilhão de janeiro a novembro deste ano, sendo que 25,17 milhões foram devolvidos por insuficiência de fundos, no período. Nos onze meses de 2007, o total de cheques compensados foi de 1,41 bilhão e o de devolvidos, 27,63 milhões.

Já na variação mensal (novembro de 2008 contra outubro último) os cheques devolvidos a cada mil compensados cresceram 7,5%. Em outubro deste ano, foram devolvidos 20,1 cheques por mil compensados. No décimo mês, foram compensados 118,56 milhões de cheques e devolvidos, 2,39 milhões.

Para os técnicos da empresa, a inadimplência com cheques devolvidos por falta de fundos está em alta. Novembro carrega a sazonalidade dos indicadores de inadimplência, maiores no último trimestre por conta do descontrole no uso dos cheques pré-datados nas compras do Dia das Crianças.

De forma inédita, este mês superou o recorde de maio, no volume de cheques devolvidos a cada mil compensados, devido a questões conjunturais: juros mais altos e menor oferta de crédito - efeitos da crise global -, aliados ao maior endividamento de parte da população. Esses fatores justificam todos os crescimentos na inadimplência com cheques nas comparações temporais observadas.

Na avaliação mensal, novembro ante outubro, a inadimplência com cheques apresentou um acréscimo de 7,5%. Cabe destacar que, mesmo com 3 dias úteis a menos que o mês anterior, novembro registrou um significativo aumento da inadimplência. Na comparação novembro 2008/2007, o crescimento foi de 12,5%.

No acumulado do ano a elevação da inadimplência é pequena, de 1%. Esta variação foi atenuada pela maior devolução de cheques por falta de fundos no primeiro semestre de 2007, que carregou o resultado do aperto monetário no ano anterior (2006), e caracterizou uma base elevada de comparação.

Este indicador, informa a empresa, não define tendência para dezembro, pois ainda não são captados os efeitos do 13º salário na regularização de dívidas, por parte dos inadimplentes.

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