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Saiba
como transformar um mau negócio em sucesso
18-07-2008
Vendas que se arrastam por meses e não se concretizam;
negociações feitas com ansiedade, por
parte do vendedor ou do comprador, que culminam em falta
de informação e erros que afetam a comissão
da empresa ou do vendedor. Esses são apenas alguns
exemplos de um mau negócio. Afinal, qual vendedor
nunca se viu em tal situação? Para um
profissional de vendas, fugir dessa experiência
é praticamente impossível.
Isso porque o mau negócio ronda a vida dos vendedores
e têm origem nas mais diversas situações,
mas, principalmente na interpretação errônea
sobre o papel do vendedor dentro das empresas. De um
lado, os profissionais acreditam que a sua única
função é trazer novos pedidos.
Do outro, as empresas mantêm a idéia de
que o vendedor deve apenas trazer lucros. Soma-se a
isso a percepção do vendedor de que, apesar
de estar claro que a negociação é
ruim, o cliente é importante e que mantê-lo
pode beneficiar a empresa, de alguma maneira.
“Insistir num mau negócio é tolice
sempre, mas buscar uma solução capaz de
transformar a negociação numa venda efetiva
e lucrativa para ambas as partes - empresa e cliente
- é o caminho a ser perseguido”, explica
Dominic de Souza, especialista em vendas e autor do
livro “Como Vender seu Produto ou Serviço
como algo concreto”.
Para Souza, o ideal não é desistir de
uma venda, tento em vista todo o esforço que
já foi feito, ou ainda com base no desafio que
o vendedor tem que vencer a cada conquista de um cliente.
Sendo assim, se um mau negócio foi detectado,
é hora do “walk away”, terminologia
conhecida no mundo das vendas e que significa “tempo
de recuar” para avaliar a situação,
detectar erros do processo que estão prejudicando
a negociação e saná-los para dar
continuidade à venda ou, de fato, renegociar,
que nada mais é do que recomeçar.
Como a tomada dessas decisões não é
nada fácil, leva tempo e exige aptidão,
o ideal é ficar atento para escapar de um acordo
ruim. “Se faltar honra ou sinceridade e se houver
falha na comunicação entre o profissional
e o cliente, certamente o vendedor terminará
com um problema em suas mãos”, explica
Souza.
Para que isso não aconteça, o vendedor
precisa prestar atenção no processo de
vendas como um todo, acompanhar os detalhes para minimizar
as chances de se ter, no final, um mau negócio.
“Ao adotar uma postura íntegra, como ser
sincero e admitir se não puder atender às
solicitações do cliente, o profissional
diminui as chances de erros”, avalia.
Para que um acordo dê certo, os dois lados precisam
se beneficiar. Assim, vendedor e empresa devem trabalhar
dentro de um código de ética que atenda
a ambos e privilegie fatores que influenciam diretamente
na venda. Segundo Dominic, alguns pontos devem ser levados
em consideração:
- Ser claro. É preciso que fique nítido
para o cliente o que ele está comprando, bem
como as informações do produto, condições
de pagamento e prazos. As informações
completas garantem um bom negócio, livre de dúvidas.
- Ser sincero. Ao perceber que não poderá
concretizar os pedidos feitos pelo cliente, o vendedor
deverá apresentar as condições
reais. Prometa apenas aquilo que pode realizar e tenha
certeza de prazos de entrega e cumprimento das expectativas
geradas, isso garante que o cliente não se decepcione
com aquilo que foi proposto.
- Walk Away. É preciso saber o momento de recuar.
Fundamental para qualquer negociação,
o “walk away” mostra a necessidade de se
distanciar do mau negócio, analisa-lo, buscar
soluções ou enfrentar uma renegociação.
- Não pule etapas da venda. Apressar o processo
da venda faz parte, mas pular etapas não. Quem
deve sugerir isso é o cliente, não o vendedor.
“Pular os passos por conta própria é
chamar o mau negócio”, afirma Dominic.
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