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Endividamento
do paulistano cai em agosto
18-08-2008
A melhoria dos indicadores de emprego e renda, aliada
à oferta de crédito foram responsáveis
pela queda do nível de endividamento do paulistano,
que em agosto apresentou retração de oito
pontos percentuais e atingiu 45% dos consumidores, segundo
apurou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência
do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio
do Estado de São Paulo (Fecomercio). Foi o menor
índice apurado em toda a série histórica,
que até então era de 48%, em dezembro
de 2007 e fevereiro e março de 2008.
Em relação a agosto de 2007, quando o
indicador era de 59%, houve queda de 14 pontos percentuais.
No que se refere ao nível de inadimplência
– consumidores com contas em atraso - o índice
ficou em 31%, uma retração de 4 pontos
percentuais em relação a julho e queda
de 13 pontos percentuais no contraponto ao mesmo período
de 2007, quanto atingiu 44%. A PEIC é apurada
mensalmente pela Fecomercio junto a cerca de 2.100 consumidores
no município de São Paulo.
Segundo a pesquisa, há mais paulistanos com
dívidas na faixa de rendimento de até
3 salários mínimos (55%). Já entre
os consumidores que ganham de 3 a 10 salários,
a porcentagem de endividados é de 50%, enquanto
os que ganham acima de 10 salários mínimos,
o índice é de 31%. Em relação
à inadimplência, a PEIC também mostra
que 46% dos endividados com renda até 3 salários
mínimos estão com contas em atraso, contra
29% dos que ganham de 3 a 10 salários mínimos,
e 13% entre os que possuem renda acima deste patamar.
Na análise do comprometimento da renda para
o pagamento de dívidas, em agosto o índice
apresentou alta de quatro pontos percentuais, ficando
em 34%. A pesquisa mostra ainda que 64% dos consumidores
pesquisados declararam a intenção de pagar
total ou parcialmente suas dívidas em atraso.
Na segmentação por renda, observa-se que
a intenção de pagamento é maior
entre consumidores que ganham mais de 10 salários
mínimos (74%), contra aqueles com rendimentos
entre 3 e 10 salários mínimos (71%), e
pelos que recebem até 3 salários mínimos
(56%).
Com relação ao prazo médio de
comprometimento da renda, a maior incidência é
no período de 3 meses a 1 ano (40%). O restante
divide-se entre os períodos de até 3 meses
(19%) e mais de 1 ano (38%).
Tempo de atraso e motivos
Quando analisado o tempo de atraso das dívidas,
constatou-se que para 34% dos consumidores o prazo é
de 30 a 60 dias, enquanto para 29% o período
é acima de 90 dias. Já para 24% o atraso
é de até 30 dias e para os outros 12%,
o tempo de atraso das dívidas é de 60
a 90 dias. Quanto aos motivos para a inadimplência,
o desemprego foi apontado por 29% dos consumidores,
seguida falta de controle financeiro (28%). O cartão
de crédito continua sendo o grande vilão
das dívidas, segundo 45% dos consumidores, seguido
pelos carnês (25%). Quando indagado sobre qual
tipo de despesa mais afetou suas dívidas atuais,
35% apontaram gastos com habitação, seguidos
por 16% eletrodomésticos e 13% vestuários.
Sexo e idade
No comparativo por sexo, as mulheres encontram-se mais
endividadas que os homens (46% e 43% respectivamente).
Quando o assunto é inadimplência, as mulheres
também estão à frente dos homens
(32% e 30% respectivamente). Já na análise
segmentada por faixa etária, os consumidores
com idade inferior a 35 anos apresentam-se mais endividados
(48%), enquanto os com idade superior registraram 40%.
Em relação à inadimplência
é maior entre os consumidores maiores de 35 anos
(33%), contra os mais novos (30%).
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