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Empresa
que investe em boas ações só tem
a ganhar
19-02-2008
As empresas que tiverem relacionamentos mais abertos
com os diferentes públicos com os quais interagem
(ou stakeholders, como são conhecidos em inglês)
e colocarem a responsabilidade social no centro de sua
estratégia de negócios serão mais
competitivas; atrairão e reterão os melhores
talentos; e ganharão acesso a novas oportunidades
de mercado, segundo estudo global conduzido pela IBM.
Muitas companhias vêem agora a responsabilidade
social corporativa como uma oportunidade de crescimento:
68% das entrevistadas focam na geração
de renda através de iniciativas de responsabilidade
social corporativa (CSR, sigla em inglês). Além
disso, 65% reconhecem que as iniciativas de responsabilidade
social podem ter um impacto financeiro positivo em seus
resultados e 54% acreditam que elas oferecem uma vantagem
competitiva.
O fator que impulsiona estas atitudes é a influência
cada vez maior de clientes que, em virtude de sua capacidade
de pesquisar e compartilhar informações
na Internet, ficam muito sensibilizados com diversas
questões: da mudança climática,
segurança de produtos, práticas de trabalho
e responsabilidade financeira corporativa, até
se as corporações estão devolvendo
à comunidade uma porção suficiente
de seu lucro.
Embora os clientes estejam se tornando o principal
motor das iniciativas de CSR, 76% das empresas entrevistadas
admitem que não conhecem as preocupações
de seus clientes com responsabilidade social. De fato,
até empresas que se consideram bem informadas
e preparadas podem estar enganadas. Cerca de dois terços
das empresas entrevistadas acreditam que têm informação
suficiente sobre as origens de seus produtos e serviços
para satisfazer as preocupações dos clientes.
No entanto, metade delas admite que não entende
as expectativas de seus clientes quanto ao tema.
Além de clientes, os stakeholders incluem acionistas,
parceiros de negócio, a comunidade, organizações
governamentais e não-governamentais. Aproximadamente,
75% das empresas informaram que a quantidade de grupos
de defensoria que reúnem e apresentam informação
sobre elas tem aumentado nos últimos três
anos, assim como a quantidade de informação
que as empresas estão fornecendo sobre a origem,
a composição e o impacto de seus produtos,
serviços e operações.
“Quanto mais informações recebem
os stakeholders, mais eles querem saber e compartilhar.
Este conhecimento crescente está impulsionando
suas decisões sobre o que comprar, para quem
trabalhar, com quem formar uma parceria, onde investir
e como se deve regulamentar a indústria”,
comenta George Pohle, VP e líder global da prática
de Consultoria de Estratégia de Negócios
da IBM.
“Estabelecer a responsabilidade social no centro
das estratégias de negócio das empresas
não é apenas crítico para se manter
à altura dos stakeholders, mas também
representa um caminho vital para o crescimento sustentável.
As empresas podem obter grande valor com a troca de
informações com seus stakeholders, o que
tende a melhorar sua eficiência operacional -
novos métodos para reduzir ou reutilizar resíduos
e idéias para refinar produtos e serviços
existentes, por exemplo. Porém, isto requer a
implementação de uma estratégia
baseada na transparência das informações”.
Estas conclusões são parte de um novo
relatório divulgado pelo IBM Institute for Business
Value, chamado: “Alcançando Crescimento
Sustentável Através da Responsabilidade
Social Corporativa” (“Attaining Sustainable
Growth Through Corporate Social Responsibility”).
O estudo completo, disponível em www.ibm.com/gbs/csrstudy,
avalia o quanto as empresas entendem e como lidam com
as expectativas relacionadas a responsabilidade social
corporativa, assim como projeta passos ao longo da “curva
de valor” que as companhias podem seguir para
alinharem estrategicamente seus objetivos de CSR com
suas estratégias de negócio.
Segundo o relatório, o benefício máximo
das oportunidades com responsabilidade social se obtém
quando todas as atividades na curva de valor —
legal, filantropia estratégica, auto-regulamentação
baseada em valores, eficiência e crescimento -
são integradas em uma estratégia única,
com a liderança e a inovação impulsionadas
tanto pelos funcionários, clientes e parceiros
de negócios como pelo CEO.
Metodologia
A IBM entrevistou altos executivos e diretores de estratégia
em 250 companhias dos setores bancário, petroquímico,
de bens de consumo, eletrônico, de energia e utilities,
varejista e automotivo. Dos participantes, 30% estão
localizados na América do Norte, 30% na Ásia
Pacífico, 20% na Europa Ocidental, 7% na Europa
Oriental, 6% na América Latina e 4% no Oriente
Médio e África.
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