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Qualidade é a
maior vantagem competitiva
19-08-2008
A qualidade do produto ou do serviço é
considerada a principal vantagem competitiva por 70%
das empresas privadas de capital fechado do mundo, segundo
o International Business Report (IBR), estudo realizado
pela Grant Thornton International (GTI), representada
no Brasil pela Terco Grant Thornton.
Este item foi o mais citado pelas diversas economias,
com exceção da China e da Índia.
O IBR ouviu 7.800 empresas pequenas e médias
de 34 países. No Brasil, onde foram ouvidos 150
empresários, sendo 100 de São Paulo, 25
do Rio de Janeiro e 25 da Bahia, 79% dos empresários
disseram que a maior vantagem competitiva é a
qualidade. A seguir, os brasileiros citaram as práticas
empresariais éticas (74%) e força da marca
(69%).
“A pesquisa mostra que o Brasil está alinhado
internacionalmente”, explica André Viola
Ferreira, sócio da Terco Grant Thornton. “O
fator ‘qualidade’ é um item relevante
na conversão dos negócios”, diz.
“Entretanto, nota-se que nosso ambiente empresarial
está bastante sensível a questões
relacionadas à ‘ética’, ‘inovação’
e ‘política de preços’, onde
obtivemos resultados superiores à média
mundial, denotando um nível de exigência
diferenciado nestes termos”, afirma Ferreira (veja
quadro abaixo).
Na Índia, 78% dos empresários pesquisados
citaram a qualidade do produto como uma vantagem, mas
este índice foi superado pela força da
marca (81%) e política de preços (80%).
Na China, apenas 46% dos empresários consideraram
que a qualidade é uma vantagem, número
mais baixo entre todos os países – o Japão
está em penúltimo lugar, com 60% das respostas
e, antes dele, vem Cingapura, com 67%. Outros países
da Ásia, no entanto, citaram a qualidade como
extremamente importante, como o Vietnã (92%),
Taiwan (85%) e Hong Kong (74%).
Se os números do IBR forem analisados por regiões,
a União Européia tem o índice mais
alto para qualidade (81%), seguido por mão-de-obra
capacitada (62%). Na América Latina, 81% das
respostas indicam a qualidade como a maior vantagem,
seguida de força da marca e práticas empresariais
éticas, ambas com 72% das respostas.
As práticas empresariais éticas também
foram bem avaliadas em mercados emergentes fora da América
Latina, como Botswana (84%), Vietnã (83%) e Índia
(75%). Entre os países de economia forte, a Nova
Zelândia teve o índice mais alto para este
item, com 75% das respostas. A seguir estão os
Estados Unidos (70%). O índice mais baixo, 44%,
foi registrado no Japão.
Para Alex MacBeath, líder global da GTI para
empresas privadas de capital fechado, a pesquisa mostra
que as empresas podem ter que mudar as suas estratégia.
“Se a crise econômica for tão profunda
quanto dizem os economistas, as empresas deverão
olhar mais para o seu gerenciamento e buscar uma fixação
de preços estratégica, sempre assegurando
que a qualidade de produtos e serviços seja mantida.”
Principais Vantagens Competitivas - Comparação
entre o Brasil e o mundo - em %
Média Global // Brasil
Qualidade do serviço/produto
70 // 79
Força da marca
58 // 69
Práticas empresariais éticas
58 // 74
Mão-de-obra especializada
55 // 50
Retenção do staff
52 // 50
Gerenciamento de custos
48 // 53
Inovação
46 // 64
Política de preços
45 // 59
Economia de escala
44 // 44
Parcerias internacionais
31 // 23
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