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Trocar
de emprego é visto como trampolim para carreira
21-01-2008
Inúmeros profissionais adotam como “resolução
de Ano Novo” mudar de emprego. Mas o que motiva
alguém a aceitar uma proposta de trabalho? De
acordo com os dados apurados pelo Grupo Catho na pesquisa
“A Contratação, A Demissão
e a Carreira dos Profissionais Brasileiros”, o
fator mais considerado é a perspectiva de crescimento
numa empresa. Confira os dados da tabela abaixo:
|
Razões
que levaram
a aceitar proposta |
Geral
(%) |
Empregados
(%) |
Desempregados
(%) |
| Perspectivas
de crescimento na empresa |
36,00 |
42,86 |
29,37 |
| Não
havia outra opção (desempregado
ou na iminência de perder o emprego) |
18,54 |
0,86 |
35,65 |
| Gosto
pelo tipo de trabalho |
11,28 |
11,86 |
10,71 |
| Atração
pela empresa que fez a proposta |
9,93 |
10,79 |
9,10 |
| Aumento
salarial |
7,22 |
12,13 |
2,47 |
| Melhoria
na qualidade de vida |
5,83 |
8,21 |
3,54 |
| Outros
fatores |
5,07 |
5,50 |
4,66 |
| Possibilidade
de ficar mais tempo com a família |
2,29 |
2,84 |
1,75 |
| Trabalhar
mais perto de casa |
2,18 |
2,42 |
1,95 |
| Aumento
dos benefícios |
1,66 |
2,53 |
0,81 |
As informações apuradas na pesquisa,
realizada junto a 12.122 profissionais de empresas privadas
de todo o país, mostram uma preocupação
em investir na carreira: perspectivas de crescimento
profissional (36%) e atração pela empresa
que fez a proposta (9,93%), juntas, reuniram as opiniões
de quase metade dos entrevistados.
A necessidade de manter-se ativo e inserido no mercado,
que está cada vez mais competitivo, refletiu
nas respostas de 18,54% dos entrevistados, que declararam
ter aceitado a última proposta de emprego por
pura “falta de opção”. Já
o gosto pelo tipo de trabalho foi a terceira razão
mais mencionada – citada por 11,28% dos profissionais.
Os fatores financeiros mostraram-se bem menos influentes
na decisão de mudar de emprego. O aumento salarial
ocupou apenas o quinto lugar no ranking das razões
que levaram à aceitação de uma
nova proposta profissional, sendo mencionado por 7,22%
dos entrevistados. O aumento nos benefícios,
por sua vez, foi o fator menos considerado (1,66%).
Outro grupo de motivações que mostrou
peso na decisão está ligado à qualidade
de vida do profissional: 5,83% dos entrevistados citaram
diretamente essa razão; enquanto 2,29% afirmaram
ter aceitado um novo emprego que os permitisse ficar
mais tempo com a família e 2,18% disseram que
trocaram de empregador para trabalhar mais perto de
casa.
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