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Carteira
de financiamento de veículos cresceu 43% em 2007
21-02-2008
De acordo com levantamento da Anef (Associação
Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o
ano de 2007 encerrou com números positivos. O
saldo das carteiras de financiamento e arrendamento
de veículos para pessoas físicas (Crédito
Direto ao Consumidor e Leasing), cresceu 43,5% em 2007,
atingindo o valor de R$ 110,7 bilhões ante R$
77,1 bilhões em 2006. “Do saldo total das
carteiras no ano passado, R$ 81,6 bilhões correspondem
ao CDC e R$ 29,1 bilhões ao Leasing – um
incremento de 28,6% e 109,3%, respectivamente”,
diz Luiz Montenegro, presidente da Anef.
A excelente performance do setor automotivo em 2007
se deve, em boa parte, ao importante incremento dos
recursos financeiros disponibilizados pelo Sistema Financeiro
Nacional, por meio das duas principais modalidades de
crédito – CDC e Leasing –, que vem
dando suporte às vendas a prazo. “Isso
foi possível também em função
de outros fatores, como estabilidade e crescimento da
economia, queda da taxas de juros, alongamento dos planos
de financiamento, elevação da taxa de
emprego e renda familiar”, diz Montenegro.
As taxas de juros apresentaram queda no período
de janeiro a dezembro do ano passado. A taxa de juros
média praticada pelos bancos das montadoras ficou
em 1,49% ao mês, ou 19,42% ao ano. Em 2006, a
taxa média de juros fechou em 1,67% ao mês,
ou 21,99% no ano. Já a taxa média praticada
no mercado financeiro para o financiamento de automóveis
foi de 2,13% ao mês, ou 28,76% ao ano em 2007,
ante 2,36% ao mês, ou 32,30% ao ano em 2006.
Outro indicador em queda é a inadimplência
acima de 90 dias. O índice registrado em 2007
foi de 3,01% sobre a carteira, apontando uma sensível
retração em comparação ao
mesmo período de 2006, quando atingiu 3,27%.
“Neste quesito, vale destacar que os valores em
atraso entre dezembro de 2006 e dezembro de 2007 registraram
elevação de 18,3%, enquanto a carteira
de financiamento cresceu 28,6% no mesmo período.
Isso demonstra uma relação aceitável
e abaixo da média do mercado”, avalia o
presidente da Anef.
Sobre os planos de financiamento disponibilizados ao
consumidor, o prazo máximo de financiamento no
ano passado foi de 84 meses (sete anos), enquanto no
ano de 2006 o pico chegou a 72 meses (seis anos). Já
o plano médio para financiamento em 2007 atingiu
42 meses, contra 39 meses em 2006.
Do total dos veículos comercializados em 2007,
72% foram a prazo, sendo: 38% financiados por CDC, 30%
por meio de leasing, 4% por meio de consórcio
e 28% à vista. No segmento de motocicletas, o
financiamento atingiu a marca recorde de 61%, o consórcio
24% e os pagamentos à vista correspondem a 15%.
Em relação à venda de veículos
comerciais realizadas no ano passado, 51% foram por
meio de Finame, 29% correspondem ao Leasing, 9% foram
financiadas, 3% por consórcio e 8% à vista.
O sistema de consórcio cresceu 0,37% no período
de dezembro de 2006 a dezembro de 2007, atingindo 3,44
milhões de participantes ativos. Nesse período,
foi registrado incremento de 5,03% no segmento de tratores,
máquinas e equipamentos agrícolas e caminhões;
e de 4,7% no segmento de motocicletas. No setor de automóveis,
houve um pequeno decréscimo de 1,44%.
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