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Endividamento
do paulistano cresce em julho
21-07-2008
O nível de endividamento do paulistano em julho
apresentou alta de 4 pontos percentuais e atingiu 53%
dos consumidores, segundo apurou a Pesquisa de Endividamento
e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação
do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Em relação ao mesmo período de
2007, quando o indicador era de 57%, houve queda de
3 pontos percentuais.
No que se refere ao nível de inadimplência
– consumidores com contas em atraso - o índice
ficou em 35%, uma pequena elevação de
2 pontos percentuais em relação a junho
e queda de 4 pontos percentuais no contraponto ao mesmo
período de 2007, quanto atingiu 39%. A PEIC é
apurada mensalmente pela Fecomercio junto a cerca de
1.360 consumidores no município de São
Paulo.
Segundo a pesquisa, há mais paulistanos com
dívidas na faixa de rendimento de até
3 salários mínimos (62%). Já entre
os consumidores que ganham de 3 a 10 salários,
a porcentagem de endividados é de 59%, enquanto
os que ganham acima de 10 salários mínimos,
o índice é de 40%. Em relação
à inadimplência, a PEIC também mostra
que 49% das pessoas com renda até 3 salários
mínimos estão com contas em atraso, contra
35% dos que ganham de 3 a 10 salários mínimos,
e 15% entre os que possuem renda acima deste patamar.
As recentes pressões inflacionárias,
principalmente nos preços dos alimentos e a expansão
da oferta de crédito estão entre as causas
do aumento do endividamento, segundo a entidade. Na
análise do comprometimento da renda para o pagamento
de dívidas, em julho o índice apresentou
queda de dois pontos percentuais, ficando em 30%.
A pesquisa mostra ainda que 64% dos consumidores pesquisados
declararam a intenção de pagar total ou
parcialmente suas dívidas em atraso, contra 67%
em junho. Na segmentação por renda, observa-se
que a intenção de pagamento é maior
entre consumidores que ganham entre 3 e 10 salários
mínimos (73%), contra aqueles com rendimentos
acima de 10 salários mínimos (67%), e
pelos que recebem até 3 salários mínimos
(54%).
Com relação ao prazo médio de
comprometimento da renda, a maior incidência é
no período de 3 meses a 1 ano (45%). O restante
divide-se entre os períodos de até 3 meses
(20%) e mais de 1 ano (32%).
Tempo de atraso e motivos
Quando analisado o tempo de atraso das dívidas,
constatou-se que para 32% dos consumidores o prazo é
de acima de 90 dias, enquanto para 29% o período
é de 30 dias. Já para 26% o atraso é
de 30 a 60 dias e para os outros 13%, o tempo de atraso
das dívidas é de 60 a 90 dias. Quanto
aos motivos para a inadimplência, a falta de controle
financeiro foi apontado por 33% dos consumidores, seguido
pelo desemprego (22%). O cartão de crédito
continua sendo o grande vilão das dívidas,
segundo 45% dos consumidores, seguido pelos carnês
(22%). Quando indagado sobre qual tipo de despesa mais
afetou suas dívidas atuais, 23% apontaram gastos
com habitação, seguidos por 14% eletrodomésticos
e 13% vestuários.
Por sexo e idade
No comparativo por sexo, as mulheres encontram-se mais
endividadas que os homens (55% e 52% respectivamente).
Quando o assunto é inadimplência, as mulheres
também estão à frente dos homens
(37% e 33% respectivamente). Já na análise
segmentada por faixa etária, os consumidores
com idade inferior a 35 anos apresentam-se mais endividados
(54%), enquanto os com idade superior registraram 52%.
Em relação à inadimplência
é maior entre os consumidores menores de 35 anos
(36%), contra os mais velhos (33%). Site: www.fecomercio.com.br
Serviço:
Esta pesquisa integra a carta conjuntural da Fecomercio.
Site: www.fecomercio.com.br
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