Aluguel em SP acumulou alta 7% em 2007

22-01-2008

A pesquisa mensal de Locação do Secovi-SP apurou que a escassez de oferta de imóveis para locação residencial marcou o ano de 2007 na cidade de São Paulo. A conseqüência imediata foi o aumento de 0,9% nos valores do aluguel acima da inflação, em dezembro. Com esse comportamento, a alta acumulada nos preços de locação de casas e apartamentos foi de 7% no ano anterior.

Os aluguéis de imóveis de um quarto permaneceram estabilizados no último mês de 2007, enquanto que os das moradias de dois dormitórios tiveram acréscimos da ordem de 1,5% e os de três quartos apresentaram aumento um pouco menor: 1%.

O estudo apresenta valores de locação por m2 – área privativa em apartamentos e área construída em casas e sobrados. A região Sul – zona A, que representa bairros como Jardins, Moema e Vila Mariana, apresenta nas locações de residências de três dormitórios faixa de valores por m2 entre R$ 12,75 e R$ 17,54. Assim, um imóvel com área em torno de 150 m2 na região teria aluguel entre R$ 1.912,00 e R$ 2.631,00.

O fiador foi o tipo de garantia mais utilizado na amostra de imóveis analisada, correspondendo a quase metade do total dos contratos de locação analisados (48,5%). A segunda modalidade mais usada foi o depósito ou caução, com 35% dos contratos. O terceiro lugar ficou com o seguro-fiança, que respondeu por cerca de 16,5%.

O Índice de Velocidade de Locação (IVL), que aponta quantos dias, em média, os imóveis vagos demoram para estar locados, variou no segmento de casas e sobrados de 10 a 27 dias, enquanto que nos apartamentos o período foi um pouco mais longo: entre 17 e 35 dias.

Investimento

Segundo a entidade, em 2007 percebeu-se rápido escoamento de unidades habitacionais colocadas para locação. Moradias em bom estado de conservação, localizadas em bairros ou regiões com boa infra-estrutura viária e de transportes e próximo a redes de estabelecimentos de ensino ou hospitalares, registraram listas de espera, principalmente, nos segmentos de um e dois dormitórios.

Outro fato relevante é o crescimento gradual do seguro-fiança como forma de garantia da operação de locação. No geral, porém, os números mostram que talvez seja este o momento para se colocar em oferta ou até mesmo investir em imóvel para locação. A demanda existe e não há oferta de unidades residenciais em bom estado de conservação para supri-la. Ao persistir tal situação, os valores negociados provavelmente serão superiores aos índices de preços do mercado.

Clique aqui e confira a íntegra da pesquisa


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