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Testes
de personalidade são cada vez mais comuns
22-02-2008
Os testes para avaliação de perfil pessoal
são cada vez mais levados em conta pelas empresas.
No Brasil, nos últimos anos, as avaliações
psicológicas passaram a ter peso maior nos processos
seletivos. Segundo uma pesquisa da consultoria Deloitte
Touche Tohmatsu, que ouviu 130 empresas no país
(multinacionais e nacionais de pequeno, médio
e grande porte), no ano passado, cerca de 60% das companhias
utilizavam testes de personalidade nos processos de
seleção, formação de equipe,
contratação e promoção de
cargo.
A Thomas International, multinacional inglesa na área
de Recursos Humanos, por exemplo, confirma o crescimento
do uso dessa ferramenta. A empresa realizou nos últimos
anos, no Brasil, mais de 200 mil análises de
perfil para mais de 650 companhias do mercado brasileiro,
como Avon, Telesp Celular, KPMG, Listel, Nestlé,
Astrazeneca, Itambé, entre outras.
O CEO da Thomas Brasil, Víctor Martínez,
explica que a atual volatilidade das relações
no trabalho e acirrada competição do mercado
faz com que aumentem a importância das análises
de perfil. “Comparado a países de primeiro
mundo, o Brasil está no meio do caminho, tendo
bom potencial para o crescimento dos negócios
na área de Recursos Humanos. Para se ter uma
idéia, nos anos 80, na Inglaterra, apenas 20%
das empresas utilizavam instrumentos de análises
de perfil. Em 2000, 80% das empresas inglesas já
utilizavam testes psicométricos nos seus processos
de recrutamento, seleção, treinamento,
promoções e outros. Hoje estamos um pouco
mais adiantados do que os ingleses na década
de 80”, analisa o executivo.
Há dez anos o cenário do mercado era
diferente. As companhias buscavam gerentes e diretores
com conhecimento técnico apurado e específico.
Hoje elas prezam pelo equilíbrio emocional e
a habilidade em gerenciar momentos de crises. Os testes
psicológicos mostram até se os futuros
profissionais têm potencial para receber treinamentos
e quais competências podem ser exploradas.
A grande vantagem das análises de perfil pessoal
é conseguir adequar as características
de um profissional a um cargo específico e redirecionar
para funções que sejam condizentes com
suas habilidades. Segundo o presidente da Thomas International,
as pessoas acabam fazendo um teste vocacional que só
as orienta para a profissão e não para
a função. “São pouco mais
de três mil vocações e sete mil
funções. Muitas vezes o teste não
avalia o perfil da pessoa na hora da escolha profissional
e isso é fundamental para o sucesso na carreira”.
As aptidões comportamentais exigidas em todas
as profissões são mais variáveis
do que se pensa. Engenheiro, advogado, economista, ou
ainda, um médico podem necessitar de aptidões
comportamentais variadas, dependendo da sua área
de atuação. Por exemplo, um engenheiro
pode desenvolver uma carreira operacional (design e
execução de projetos); uma carreira comercial
(engenheiro de vendas/marketing); uma carreira acadêmica;
ou ainda, uma carreira de pesquisa exata. Martínez
explica que cada um desses campos requer características
comportamentais diversas entre si.
As análises de aptidões comportamentais
têm sido importantes complementos para as empresas,
que maximizam o investimento em treinamento e em desenvolvimento
profissional, além de reter os talentos dentro
da organização, já que os profissionais
terão seu desempenho reconhecido e suas habilidades
e competências utilizadas adequadamente. Site:
www.thomasbrasil.com.br
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