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Empresas
estão otimistas com os países emergentes
23-09-2008
Um novo estudo sobre as atitudes de executivos revelou
que a confiança em negócios nos mercados
emergentes continua a desafiar a perspectiva econômica
nesses tempos de crise. A grande maioria dos executivos
ouvidos (87%) está otimista ou muito otimista
quanto às possibilidades de maior faturamento
nos próximos dois anos. O Brasil lidera a lista
de países da América Latina que mais devem
receber investimento direto no período de 2008
a 2012.
Os resultados globaias apontam para um novo espírito
de colaboração entre empresas nacionais
e multinacionais estrangeiras de maneira a compartilhar
os escassos recursos para alavancar o crescimento. No
total, 58% dos que responderam à pesquisa acreditam
que a colaboração é importante
ou muito importante para seu sucesso futuro nesses mercados.
Um passo à frente: sucesso nos mercados emergentes
(Ahead of the game: Succeeding in Emerging Markets),
um relatório produzido pela Economist Intelligence
Unit e patrocinado pela BT Global Services é
uma das maiores pesquisas já realizadas sobre
negócios em mercado emergentes, ouvindo mais
de 1.300 executivos de empresas de destaque em 15 economias
em desenvolvimento*. Empresas em operação
nesses mercados buscam um faturamento ambicioso, assim
como ambiciosas margens de lucro: mais de um quarto
(27%) dos que responderam à pesquisa só
consideram “aceitáveis” margens de
lucro superiores a 35%.
Os executivos acreditam que a chave para o sucesso
está em responder à demanda por produtos
e serviços de alta qualidade. Aproximadamente
seis de cada 10 empresas (56%) consideram ser este um
fator de sucesso mais importante que o preço.
Uma parte significativa dos executivos ouvidos (24%)
ressalta a importância de uma marca forte, e alguns
executivos inclusive argumentam que a lealdade à
marca é hoje maior em mercados emergentes do
que em mercados maduros.
Vistos como um todo, os resultados sugerem que as empresas
ocidentais que entram nos mercados emergentes devem
utilizar sua força financeira, assim como a de
suas marcas e competência administrativa para
alcançar um rápido crescimento. Ao mesmo
tempo, empresas nacionais consideram possuir uma vantagem
importante sobre as empresas estrangeiras no que diz
respeito ao conhecimento do mercado local e contatos.
As diferentes vantagens de empresas estrangeiras e
de empresas nacionais tornam tanto umas quanto as outras
confiantes quanto à própria competitividade.
Tanto as empresas nacionais (81%) como as estrangeiras
(82%) acreditam que estão bem posicionadas para
o sucesso em mercados emergentes.
Para François Barrault, CEO da BT Global Services,
os mercados emergentes se encontram decididamente otimistas
quanto a suas perspectivas econômicas, em contraste
com boa parte do mundo desenvolvido. "Empresas
nacionais e multinacionais possuem vantagens, e a colaboração,
mais do que a tradicional competição selvagem,
pode ser vantajosa para ambas”.
A infra-estrutura física - itens como estradas
e suprimento de energia elétrica - e a infra-estrutura
de comunicações não são
mais vistas como uma grande barreira ao crescimento.
Na maioria dos países onde a pesquisa foi realizada
houve investimentos significativos para a melhoria das
condições de infra-estrutura.
Barrault acrescenta que as empresas bem-sucedidas sabem
que uma estrutura de comunicações de alta
velocidade não se restringe ao acesso: trata-se
de conjugar recursos e habilitações distintas
em um ambiente de colaboração capaz de
atender à demanda dos novos consumidores de maneira
inovadora e com suporte aos serviços.
* O estudo considerou os três principais países,
em termos de previsão de investimento estrangeiro
direto no período entre 2008 e 2012 e em diferentes
regiões do mundo. São eles:
África sub-saariana:
Angola
Nigéria
África do Sul
Ásia
China
Índia
Tailândia
Europa Oriental
Polônia
Rússia
Turquia
América Latina
Brasil
Chile
México
Oriente Médio e África do Norte
Egito
Arábia Saudita
Emirados Árabes Unidos
OBS: Os executivos que responderam a esta pesquisa pertencem
aos principais segmentos de negócios de empresas
nacionais e multinacionais. Somente foram pesquisadas
empresas relativamente grandes: com faturamento anual
de pelo menos US$ 100 milhões, sendo que uma
em cada quatro companhias tem faturamento superior a
US$ 10 bilhões. O estudo completo pode ser baixado
em: www.bt.com
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