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Demanda
seca e preço do carro usado tem queda recorde
23-12-2008
O impacto da crise no setor de usados foi grande. Os
preços despencaram desde outubro de 2008 e com
a perda do valor do bem muita gente deixou de trocar
o usado pelo novo, desaquecendo ainda mais o movimento
do setor. A pesquisa Autoinforme/Molicar, feita com
base em onze mil anos-modelos de carros usados, fabricados
de 1999 a 2008, mostrou uma queda de preços de
2,14%, a maior desde que os estudos foram iniciados,
em 2000.
Há casos de quedas mais expressivas, de até
20% em apenas um mês. Foi o caso do Mercedes Benz
SLK 230 Kompressor, ano 2003, que era cotado por R$
150 mil em outubro e teve o preço reduzido para
R$ 120 mil. O Fiat Marea Turbo 2.0, ano 1999 ficou 19,6%
mais barato, com seu preço caindo de R$ 20,4
mil para R$ 16,4 mil.
O preço do Hyundai Tucson 2.7 GLS 4x4, ano 2007,
caiu de R$ 81.880 para R$ 68 mil, uma redução
de 16,9%. O Toyota Corolla XLI 1.8, ano 2001, ficou
16,2% mais barato. Cotado por R$ 23.880,00 no fim de
outubro foi encontrado por R$ 20 mil em novembro.
A pesquisa detectou queda de mais de 10% em mais de
200 modelos. Mesmo carros que são muito procurados,
como Gol, Palio e Corsa ficaram mais baratos. A queda
foi generalizada.
Os carros usados de 2003 foram os que mais caíram
de preço no mês. A variação
por ano de fabricação oscilou entre 1,79%
(2008) a 2,46% (2003). Desde 2006 que o preço
do caro usado vem caindo. O aumento expressivo na venda
de carros novos dos últimos anos aumentou a oferta
no setor de usados e conseqüentemente o preço
caiu.
A pesquisa apurou uma leve alta de 0,36% no preço
do usado durante todo o ano de 2005. Em 2006 a queda
foi brusca: - 7,2% e no ano passado outra queda significativa,
de 5,3%.
Neste ano a queda de preço vinha sendo bem mais
branda, por conta da grande demanda no setor por causa
do aumento do poder aquisitivo da classe média
e das facilidades de financiamento. Tanto que mesmo
considerando a queda de 2,14% registrada em novembro
o carro usado perdeu apenas 2,3% nos onze meses do ano.
A queda de preços em novembro dificilmente será
revertida. A tendência é de novas desvalorizações
nos próximos meses, mesmo que o mercado de novos
se recupere. Isso porque há temor entre os comerciantes
de investir no estoque, por causa da instalibidade internacional.
As concessionárias só aceitam o usado
como parte de pagamento se o preço for bem abaixo
das cotações do mercado, caso contrário
não conseguem girar o estoque.
Por marca, os carros da Honda foram os que mais caíram
de preço, 4,05% seguidos pelos da Audi, 3,97%.
Os carros da Citroën foram os que menos caíram
de preço, 1,08%.
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