|
Prefeituras
paulistas usam cooperativas para gerar trabalho
24-03-2008
Começa a tomar força no estado de São
Paulo um movimento de estímulo à formação
de cooperativas, coordenado pelo Sescoop-SP (Serviço
Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em São
Paulo) e tendo os governos municipais como parceiros.
Prefeituras de cinco municípios paulistas -
Valinhos, Guairá, Votuporanga, Itirapuã
e Santa Fé do Sul – iniciam em abril oficinas
sobre cooperativismo. O Sescoop-SP entrará com
a expertise na constituição dos empreendimentos;
em contrapartida as prefeituras vão se responsabilizar
por convocar as reuniões com a comunidade e oferecer
a infra-estrutura básica para o início
da cooperativa.
Ao longo do segundo semestre de 2007, os técnicos
do Sescoop-SP visitaram as cidades e, em conjunto com
as prefeituras, descobriram a vocação
de cada município. Segundo o diagnóstico,
em Valinhos, Guaíra e Votuporanga o potencial
é reunir os catadores em cooperativas de reciclagem.
Já em Itirapuã, o objetivo é investir
em cooperativa de costura; em Santa Fé do Sul,
o trabalho será direcionado para cooperativas
de piscicultores e de artesanato. A expectativa é
gerar, inicialmente, 250 postos de trabalho nas novas
cooperativas.
“A principal vantagem para a prefeitura é
tirar os cidadãos da informalidade, ao mesmo
tempo em que aumentam a oferta de trabalho e melhoram
a vida das pessoas. Do nosso lado, a parceria atende
ao nosso objetivo de apresentar o cooperativismo como
alternativa para geração de trabalho”,
diz Edivaldo Del Grande, presidente do Sescoop-SP.
Para formar uma cooperativa são necessárias,
no mínimo, 20 pessoas, que compartilhem o mesmo
objetivo econômico. O cooperativismo é
um movimento internacional regido por sete princípios,
entre os quais adesão livre e voluntária
(o cooperado não pode ser coagido e não
se aceita discriminação), participação
econômica dos sócios (cada associado arca
com lucros e perdas do negócio), gestão
democrática (um homem, um voto), autonomia e
independência e educação.
Para funcionar no Brasil, as cooperativas precisam
cumprir a Lei 5.764/71, que instrui quanto aos documentos
obrigatórios, realização de assembléias
e registro na Organização das Cooperativas
Brasileiras.
“Nosso objetivo com as oficinas é ensinar
como funciona uma cooperativa, segundo a lei e os princípios.
Por isso, mesmo que as prefeituras ajudem no início,
incentivamos a autonomia e a educação,
fundamentos básicos para que os sócios
garantam a sustentabilidade do seu negócio no
longo prazo”, explica Andréa Pinheiro,
consultora técnica do Sescoop-SP.
Matéria relacionada
Opção
por trabalho informal não é feita por
acaso
Leia Também:
Falta
de salário gera rescisão de contrato
O
que uma orquestra tem a ensinar às empresas
Apressar
declaração do IR pode atrasar restituição
Zelador
assume novo papel nos condomínios
E-consumidor
tem falsa sensação de segurança
Apenas
uso de senha não protege rede corporativa de
dados
Saiba
o que levar em conta na escolha de um MBA
Testes de personalidade são cada vez mais comuns
Quem
trabalha sentado deve cuidar da coluna
Avalie
a gestão de sua empresa gratuitamente pela internet
Clique
Aqui e Veja Mais Carreiras & Gestão
Leia
Todas as Últimas Notícias
|