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Estudo
aponta bancos com empréstimos pessoais mais baratos
26-02-2008
A PRO Teste Associação de Consumidores
pesquisou as condições existentes no mercado
para a contratação de empréstimo
nos valores de R$ 500, R$ 2 mil e R$ 5 mil, a serem
pagos em 6 e 12 parcelas. A conclusão é
que o consumidor precisa ficar atento para não
se ver preso numa armadilha financeira. Para a entidade,
o crédito pessoal só se justifica se for
para uma emergência, ou para substituir uma dívida
mais cara. Além disso, deve-se fugir das financeiras,
nas quais o empréstimo pode sair até cinco
vezes mais caro.
As opções com menor custo para um empréstimo
de R$ 500 com pagamento em 12 parcelas foram encontradas
na Nossa Caixa, onde o custo efetivo do financiamento
foi de 78,32% para quem está em São Paulo,
e de 93,52% na Caixa Econômica Federal, nos demais
estados. No parcelamento em 6 vezes, a taxa de juros
muda um pouco, mas as melhores opções
permanecem.
No empréstimo de R$ 2 mil a melhor opção
também foi a Nossa Caixa com custo total de 78,31%,
e nos demais estados, Banco do Brasil (90,66%). Para
empréstimo de R$ 5 mil em São Paulo novamente
a Nossa Caixa (78,30%) e nos demais estados a Caixa
(83,33%).
Os empréstimos pessoais são muito divulgados
pelos bancos e, principalmente, pelas financeiras como
sendo um “crédito fácil”.
Esse apelo acaba atraindo muitos consumidores. No entanto,
é preciso que o consumidor saiba que a facilidade
está no fato de o tomador do empréstimo
não precisar apresentar alguns comprovantes,
e não no custo efetivo do empréstimo.
A taxa de abertura de crédito (TAC) é
cobrada há um bom tempo e na maioria dos casos
encarece bastante o real custo do crédito. A
propaganda de uma taxa de juros relativamente baixa
esconde muitas vezes uma TAC alta. O agravante desse
quadro é a falta de informação
dessa taxa ao consumidor, como a PRO Teste constata
em todos os testes de crédito. Essa prática
do mercado tem demonstrado que o sistema vigente não
tem garantido a transparência das relações
entre instituição financiadora e tomador
do crédito.
A escolha certa indicada pela PRO Teste é em
função do custo total do financiamento,
que a entidade denomina de Taxa Anual Efetiva Global
– TAEG, mas que será adotada obrigatoriamente
em março pelo mercado, com o nome de CET –
Custo Efetivo Total. Essa é a informação
a que o consumidor deveria ter acesso, pois o cálculo
que engloba os juros e todas as taxas cobradas, representa
o verdadeiro custo do crédito.
Para conhecer o custo real de um empréstimo
pessoal, o consumidor precisa saber além dos
juros anunciados pela instituição financeira
todos os outros valores cobrados. A Taxa Anual Efetiva
Global de Encargos é a única maneira precisa
de comparar diferentes propostas de financiamentos e
apontar, com segurança, qual a melhor opção.
(veja o simulador no site www.proteste.org.br).
No simulador, basta o interessado inserir nos quadros
correspondentes os juros anuais, o número e o
valor das parcelas, e as taxas cobradas em paralelo.
É preciso marcar se elas serão cobradas
de uma só vez ou diluídas mês a
mês. Com essas informações o consumidor
poderá verificar qual a melhor proposta escolhendo
a que resultar na menor TAEG ou CET como será
chamado. O simulador calcula automaticamente a TAEG
do financiamento.
Todas as linhas de crédito analisadas pela PRO
Teste trabalham com juros prefixados. O prazo para pagar
o empréstimo pode variar. Na maioria das vezes,
o consumidor pode optar por prestações
de 1 a 24 vezes, mas há instituições
em que se consegue chegar a até 48 meses (Santander).
O valor concedido depende de uma análise de crédito.
O montante que pode ser contratado nessa modalidade
vai de 20 (Bradesco) a 20 mil reais (Banco do Brasil).
Em geral, as instituições definem o limite
de crédito em função da renda do
cliente. Mas nem sempre é preciso comprovar essa
renda. O banco, por ter acesso íntimo às
finanças, não se prende muito à
renda do contracheque, no caso de cliente antigo. Nesse
caso, para o limite de crédito contam também
as movimentações bancárias e o
histórico de relacionamento com essa e outras
instituições.
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