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Escritórios
de luxo em SP têm bons resultados pelo 5º
ano
26-02-2008
Em 2007, o mercado de escritórios de alto padrão
cresceu 10% em São Paulo, segundo dados da consultoria
imobiliária Jones Lang LaSalle. É o quinto
período consecutivo de bons resultados para o
segmento na capital paulista, que registrou alta de
11% em 2006. No mês de dezembro último,
a absorção bruta acumulada desde o início
de 2007, relativa a empreendimentos classes AA e A,
foi da ordem de 595 mil m².
Já no Rio de Janeiro, o cenário de aquecimento
é contrastado pela baixa oferta. A absorção
líquida do ano de 2007 foi da ordem de 27 mil
m², menor registro desde 2002, onde o índice
foi negativo devido à retração
do mercado.
Segundo a empresa, os bons indicadores gerais de negócios
medidos no segmento no ano passado, devem ser atribuídos
à estabilidade da economia brasileira e ao crescimento
das empresas. “Elas se movimentaram em busca de
novos ou de melhores espaços”, diz Lílian
Feng, gerente de pesquisas da Jones Lang LaSalle.
São Paulo
Na cidade de São Paulo, em 2007 a absorção
líquida foi de 189 mil m², 10% inferior
à de 2006 - e mesmo assim é o terceiro
melhor registro desde o início do monitoramente
em 1996: 221 mil m², medidos em 2000. A taxa de
vacância encerrou o ano em 9,9%, ante 13,32% de
2006 e 21,07% em 2005. “É seguramente um
dos mais baixos índices do mercado de alto padrão”,
diz Lílian.
Na capital paulista, os valores de locação
apresentaram crescimento acumulado nos últimos
12 meses da ordem de 34% (classe AA) e 9% (classe A).
Houve uma apreciação de 20% nos empreendimentos
de altíssimo padrão localizados nas regiões
nobres, sobretudo na área da avenida Brigadeiro
Faria Lima. O valor médio foi de R$82/m².
Devido a investimentos de altíssimo padrão
nas regiões secundárias, esta teve a maior
elevação no que se refere a valores de
locação: crescimento de 68% concentrado
nos empreendimentos classe AA.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o mercado revela déficit
de oferta. Os empreendimentos classe AA situados na
Orla, por exemplo, estão 100% ocupados. A maior
carência se dá a partir dos imóveis
com faixa de área superior a 400 m². Esse
cenário fez com que a taxa de vacância
medida em 2007 fosse de apenas 3,42%, registrando pela
terceira vez consecutiva o menor incide histórico
face a 4,3% do primeiro semestre de 2007 e 5,29% no
2º semestre de 2006
“A cidade não contou com o desenvolvimento
de novos empreendimentos de qualidade”, diz Lílian.
Segundo ela, o crescimento do estoque de alto padrão
da cidade foi de apenas 13 mil m², ainda assim
relativos a imóveis que tiveram sua classificação
elevada devido a obras de retrofit e procedimentos de
reavaliação. A absorção
líquida do ano de 2007 foi de 27 mil m²,
menor registro desde 2002, quando o índice foi
negativo devido à retração do mercado.
Nos últimos 12 meses, a média ponderada
dos preços praticados no Rio subiu 10%, para
R$ 57/m². “Essa apreciação
tem relação com a quantidade de imóveis
ofertados e não com a qualidade dos espaços”,
diz Lílian.
Para ela, a entrega de novo estoque da ordem de 120
mil m² ao longo deste ano deverá suprir
parte da demanda reprimida na cidade, e reduzir o desequilíbrio
do mercado. “Mas o novo estoque será rapidamente
absorvido, e comercializado mediante preços compatíveis
aos produtos de ponta disponibilizados em momentos de
baixa oferta”, prevê a executiva.
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