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Vendas
dos supermercados cresceram 14% em maio ante 2007
26-06-2008
O Índice Nacional de Vendas, divulgado mensalmente
pela Associação Brasileira de Supermercados
(Abras), aponta um crescimento nas vendas reais dos
supermercados brasileiros, durante o mês de maio,
de 13,95%, em comparação a maio de 2007.
Em relação ao mês anterior, houve
alta real de 7,79%. No acumulado de janeiro a maio,
o resultado alcança 8,87% – o melhor desempenho
nos últimos cinco anos. Esses índices
já foram deflacionados pelo IPCA do IBGE.
Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras
apresenta crescimento de 20,31%, em relação
ao mesmo mês do ano anterior, e alta de 8,64%,
em relação a abril de 2007. O acumulado
nominal dos cinco primeiros meses do ano alcançou
14,22%.
“Não restam dúvidas de que o resultado
foi fortemente impactado pelo processo mundial de alta
nos preços das commodities – principalmente
os alimentos. É importante que o governo mantenha
as políticas corretivas, como a desova do estoque
regulador de arroz”, afirma o superintendente
da Abras, Tiarajú Pires.
Ainda de acordo com o superintendente da Abras, após
um período de crescimento nas vendas de produtos
de maior valor agregado, fruto do aumento da renda do
brasileiro, a alta nos alimentos certamente vai influenciar
na decisão de compra. “Quando os produtos
de primeira necessidade, como, por exemplo, arroz e
aqueles que têm o trigo como matéria-prima,
aumentam de preço, é natural que haja
uma diminuição na venda de outros produtos
considerados supérfluos”, afirma Tiarajú
Pires.
O AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo,
analisada pela GfK Indicator para a Abras, apresentou
alta nominal de 3,52% em maio, em relação
ao mês anterior. Em valor real, deflacionado pelo
IPCA do IBGE, o índice apresentou alta de 2,73%,
também em comparação com abril.
Já na comparação com o maio de
2007, o AbrasMercado apresentou alta nominal de 21,06%,
passando de R$ 203,76 para R$ 246,67. Em valores reais,
o aumento foi de 14,66% no mesmo período.
Os produtos com as maiores altas foram: arroz, com
24,65%; batata, com 22,47%; e tomate, com 14,55%. Já
os produtos com as maiores quedas foram: feijão,
com -7,52%; cebola, com -5,51%; e biscoito maisena,
com -1,44%.
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