Consumidor reduz inadimplência em cartões de crédito

26-08-2008

O consumo no varejo cresceu 38% entre junho de 2006 e junho de 2008. No mesmo período, a taxa de inadimplência sobre o saldo total de crédito nos cartões caiu três pontos percentuais, passando de 7,6% para 4,6%. De acordo com os dados apresentados no estudo “Consumo consciente no mercado de cartões de crédito”, realizado pela Itaucard, um dos fatores para este cenário é o aumento da utilização de mecanismos de financiamento.

“Com a possibilidade de planejar melhor os gastos, financiar a compra sem juros ou a fatura com juros mais baixos, o consumidor consegue honrar as dívidas em dia ou em menores prazos”, afirma Fernando Chacon, diretor de Marketing da Itaucard.

Para Chacon, a melhoria das condições sócio-econômicas do brasileiro, com o controle inflacionário e o aumento da oferta de postos de trabalho, foi acompanhada do aumento da utilização de cartões de crédito – inclusive por segmentos que antes não empregavam este meio de pagamento. “Vivendo em condições mais favoráveis, com uma certeza maior de que manterá seu emprego no futuro próximo, o brasileiro passou a parcelar suas compras com mais segurança, e isto se reflete no crescimento do faturamento da indústria de cartões”, pondera.

A alta da taxa básica de juros, desde abril de 2008, também não representa um fator de redução do consumo com cartões. “O aumento da Selic pode reduzir o consumo de supérfluos, mas os cartões hoje são importantes aliados para o controle das compras do dia-a-dia”, acrescenta Chacon.

O faturamento da indústria de cartões de crédito deve crescer 22,5% em agosto, alcançando R$ 139 bilhões no acumulado do ano. Nos últimos cinco anos, o setor observou um desenvolvimento contínuo que atingirá 120% de crescimento no final de 2008. Neste mês, atingiu-se a marca de 103,1 milhões de plásticos em circulação no país, responsáveis por 243 milhões de transações no período. A compra média registrará aumento de 3,3% em relação a agosto de 2007, alcançando R$ 78,4.

“O aumento do volume de compras parceladas, cujos tíquetes médios são consideravelmente maiores do que nas compras à vista, pode ser apontado como um dos responsáveis por esta diferença na curva histórica de queda do índice”, explica Chacon.

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