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Fecomercio-SP
apura alta de 5% nas vendas de Natal
26-12-2008
O faturamento gerado pelas vendas de Natal deste ano
cresceu 5% em comparação ao mesmo período
do ano passado, segundo sondagem da Federação
do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio)
realizada hoje (26 de dezembro), com 90 lojistas na
capital paulista.
O desempenho dos semiduráveis, a exemplo de
vestuário e calçados, apurou avanço
superior nas vendas (6%) contra elevação
de 2% verificada nas lojas de bens duráveis,
que comercializam itens como eletroeletrônicos.
O resultado verificado na sondagem prévia apontava
um crescimento de 4% no futuramento geral.
O desempenho do comércio na data mais importante
para a atividade vem de encontro com as expectativas
da entidade, que já previa um Natal positivo,
devido a fatores favoráveis como o crescimento
da renda e do emprego, além da facilidade de
crédito vistos em 2008. De acordo com a Fecomercio,
é importante ressaltar que teria espaço
para um crescimento maior, se não fosse a crise
financeira e com ela a queda na confiança da
população, que influenciam diretamente
no consumo.
A sondagem apontou que 66% dos lojistas trabalharam
com os estoques iguais a 2007. Na avaliação
da Fecomercio, esse resultado deve-se à crise
econômica mundial. Inseguro com o cenário
de incertezas nacional, o comerciante não se
sentiu muito confiante em estocar um grande volume de
produtos e achou mais seguro trabalhar com o mesmo número
de mercadorias visto no ano anterior.
Na hora do pagamento das compras, o cartão de
crédito foi a forma mais utilizada por 52% dos
consumidores, enquanto o pagamento à vista –
dinheiro, cheque e cartão de débito –
corresponde a 33%. O cheque pré-datado responde
por 9% do total e vendas à prestação
– carnês e financeiras – registram
6%.
Com o objetivo de aumentar o faturamento, 51% dos comerciantes
favoreceram o consumidor com descontos especiais, 29%
optaram pelas ofertas especiais (exemplo: as relâmpagos),
13% lançaram mão de sorteios e distribuição
de brindes e 8% decidiram pelas vendas parceladas sem
juros.
De acordo com a sondagem, 61% dos empresários
do comércio não investiram em alguma ação
publicitária para aumentar as vendas. Já
em relação a emprego temporário,
42% dos empresários contratam mão-de-obra
extra no período natalino, enquanto 56% não.
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