Inadimplência das empresas caiu 2% até julho

27-08-2008

No período de janeiro a julho de 2008 o Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica apontou um recuo de 2,1% na inadimplência das empresas quando comparado com o mesmo acumulado de 2007.

O indicador da Serasa revela ainda que em julho deste ano a inadimplência das pessoas jurídicas ficou estável na relação com julho de 2007. Já na variação mensal, julho de 2008 com junho último, houve um aumento de 6,8%.

De janeiro a julho de 2008 o ranking de representatividade da inadimplência das empresas seguiu liderado pelos títulos protestados, que tiveram uma participação de 42,1% no indicador. Nos sete primeiros meses do ano anterior, esta representação foi de 40%.

Em seguida, com 38,7% de participação na inadimplência das empresas até julho de 2008, estão os cheques sem fundos. De janeiro a julho de 2007, os cheques sem fundos tiveram representatividade de 38,4% no indicador.

Já as dívidas com os bancos, nos sete primeiros meses deste ano, representaram 19,2% da inadimplência das empresas. Até julho de 2007, este percentual foi de 21,6%.

O Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica mostra uma situação oposta à verificada na inadimplência do consumidor. Na pessoa jurídica, há queda no acumulado do ano (-2,1%), enquanto na física houve crescimento (6,9%) de janeiro a julho.

Os técnicos da Serasa afirmam que mesmo demandando mais crédito, as empresas estão tendo os devidos cuidados ao tomar recursos de terceiros, sobretudo em um ambiente de juros elevados, contribuindo para que a inadimplência siga em queda. Em 2008, no acumulado até julho, o crédito para as empresas subiu 22,4% e para o consumidor 16,3%. As organizações estão investindo em ampliação das plantas, instalações e automação.

Por outro lado, há problemas na concessão de crédito das empresas aos consumidores, pois a inadimplência das pessoas físicas está subindo, apesar de ainda não ter batido na tesouraria das organizações. Portanto, não há tendência definida para a inadimplência das empresas neste 2º semestre.

Ainda segundo os técnicos da Serasa, o expressivo aumento verificado na comparação julho com junho, deve-se, a princípio, ao maior número de dias úteis no sétimo mês do ano.

Valor médio das dívidas

As dívidas com os bancos, até julho de 2008, tiveram um valor médio de R$ 4.405,53, com elevação de 7,8% ante o mesmo acumulado do ano anterior.

Quanto aos títulos protestados, o valor médio obtido de janeiro a julho de 2008 foi de R$ 1.495,38, resultando em alta de 2,3% quando comparado aos sete primeiros meses de 2007.

Os cheques devolvidos, por sua vez, apresentaram um valor médio de R$ 1.276,76 até o sétimo mês deste ano, o que representou crescimento de 11,7% sob o valor obtido no acumulado de janeiro a julho de 2007.

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