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Estudo
ensina a negociar com árabes
28-07-2008
A Câmara de Comércio Árabe Brasileira
colocou à disposição dos empresários
brasileiros um estudo sobre os processos de negociação
dentro da cultura árabe. O levantamento mostra
o que levar em conta na hora de fazer negócios
com empresários da região. Ele foi feito
pelo Departamento de Desenvolvimento de Mercado da entidade,
com base na experiência dos profissionais da Câmara,
principalmente do secretário-geral, Michel Alaby,
que tem longa trajetória no contato com o mundo
empresarial árabe.
Entre as recomendações estão,
por exemplo, levar em conta a noção de
tempo das pessoas que moram na região. Os árabes
preferem não planejar com muita antecedência
os encontros de negócios e não gostam
de deixar os horários governarem sua vida. Possíveis
atrasos não devem ser tidos como ofensa. Outra
dica é manter o mesmo negociador em toda a transação,
já que a confiança na pessoa com quem
está tratando é algo fundamental na cultura
árabe. A troca pode atrasar ou comprometer a
negociação.
O estudo aponta ainda que as mulheres árabes
têm liberdade, em grande parte dos países
árabes, para a maioria das atividades que eram
desempenhadas antes apenas pelos homens. Elas ocupam,
inclusive, altos cargos e negociam. Na Arábia
Saudita, porém, as mulheres precisam cobrir as
pernas e os braços e devem usar a abaia, túnica
escura, sobre a roupa. Nos outros países árabes,
o uso de terninhos femininos é muito bem aceito.
Para os homens é apropriado o uso de terno e
gravata.
Michel Alaby afirma que, em sua experiência,
percebe que um dos itens mais importantes na negociação
com os árabes é a confiança e a
amizade. “Derivado disso ocorre a negociação”,
diz o secretário-geral. Outra observação
importante, segundo ele, é a paciência.
“Os árabes não gostam de ser pressionados.
Você pode fixar prazo, mas não cobrar antes
disso”, afirma. Também é importante
o contato pessoal. Eles apreciam a negociação
cara a cara. Em vez de apenas um e-mail, é preferível,
por exemplo, uma conferência pela internet ou
uma conversa pelo telefone.
De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Mercado
da Câmara Árabe, Rodrigo Solano, o estudo
desmistifica o ambiente de negócios no mundo
árabe. “Os árabes são muito
parecidos com os brasileiros e isso pode ser uma vantagem
na mesa de negociação”, diz Solano.
O gerente destaca também a mulher árabe,
que cada vez mais participa da tomada de decisões
na região. “Hoje existe no mundo árabe
um ambiente mais informal e amigável nas negociações”,
afirma ele. A íntegra do estudo pode ser vista
no site da Câmara de Comércio Árabe
Brasileira. (Isaura Daniel - Agência de Notícias
Brasil-Árabe - www.anba.com.br)
Serviço:
Estudo: Negociação com a Cultura Árabe
Site: www.ccab.org.br
Link: http://www.ccab.org.br/site/areafile/analise/Países%20Árabes%20-%20Negociação%202008.pdf
Informações: +55 (11) 3283 4066 ramal:
4074
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