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Perdas
no varejo brasileiro chegam a 1,99%
28-08-2008
A 8ª Avaliação de Perdas no Varejo
Brasileiro, realizada pelo Provar (Programa de Administração
de Varejo), da FIA (Fundação Instituto
de Administração), em parceria com a Felisoni
& Associados, registrou perdas média de 1,99%
da receita, em 2007. A apuração demonstra
uma alta de 0,13 ponto percentual em relação
a 2006.
O indicador baseia-se nas informações
de 47 empresas que participaram da pesquisa, representando
cerca de 220 mil colaboradores e duas mil lojas, com
faturamento de R$ 49,6 bilhões. A pesquisa analisou
dados sobre perdas, causas e investimentos em prevenção
de perdas.
Os principais fatores apontados pelos varejistas atuantes
nos segmentos de vestuário, eletroeletrônicos,
farmácias/drogarias, homecenter/material de construção
e supermercado para a variação de perdas
totais são falta de incentivo aos funcionários
e de processos de medição de perdas. A
maioria das empresas da amostra é oriunda do
segmento supermercadista.
“Na prática, os setores com maior complexidade
de gestão de estoque são mais estruturados
na área de prevenção de perdas,
já que a maioria conta com interferências
como perecibilidade, mix diverso, processos de transformação
e montagem nas lojas”, diz Claudio Felisoni de
Angelo, coordenador geral do Provar.
A pesquisa indica que, em média, as empresas
investem em Prevenção de Perdas 0,4% do
faturamento líquido. No entanto, ainda 19,1%
das empresas consultadas informaram que ainda não
possuem uma área específica para Prevenção
de Perdas.
O estudo também revela que vestuário
e eletroeletrônicos são os que mais conseguem
identificar a origem das perdas, 43,0% e 26,9%, respectivamente,
enquanto que 52% das perdas não são identificadas
pelos supermercados.
Quanto às causas, a avaliação
aponta que as ocorrências relacionadas às
ações internas, como furto interno, erros
administrativos e quebra operacional, respondem a 75%
das perdas, enquanto que aquelas associadas a furto
externo e fornecedores representam 25%.
Dentro desse contexto, os segmentos de supermercados
e homecenter/material de construção se
destacam com um alto percentual na quebra operacional,
registrando 43,2% e 32,91%, respectivamente. Em eletroeletrônicos,
as causas mais recorrentes aparecem nos erros administrativos,
25,8%, e furtos externos, 31,36%. Já as perdas
dos setores drogaria, 32,12%, e vestuário, 35,35%,
estão mais presentes nas ações
de furtos externos.
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