E-consumidor tem falsa sensação de segurança

29-02-2008

Você acredita que seu computador está protegido 100% contra os mais comuns e mais raros vírus existentes no mundo virtual? Sua resposta provavelmente será positiva, porém não é o que mostra um levantamento realizado pela Aliança Nacional de Segurança Virtual (NCSA – National Cyber Security Alliance) em conjunto com a empresa de segurança McAfee. De acordo com o relatório, 93% dos consumidores acham que não estão vulneráveis a essas “pragas” virtuais, mas ao longo do estudo foi constatado que 54% dos entrevistados foram atingidos por vírus e quase a metade das máquinas examinadas (48%) não estavam com seus antivírus atualizados.

“Uma das principais táticas utilizadas pelos invasores é o phishing, modalidade de fraude eletrônica em que mensagens falsas são enviadas para enganar os internautas e instalar os programas maliciosos de roubo de identidade”, diz o especialista em segurança digital e diretor da OS&T Informática, Sérgio Leandro. O problema não é novo, mas tem crescido de forma tão assustadora que já superou o volume de vírus de computador. Diariamente, quase 8 milhões de e-mails de phishing são disparados para usuários de todo o mundo, em especial do Brasil e dos Estados Unidos

Talvez por isso o número de vítimas de golpes realizados pela internet só tem aumentado. Segundo uma pesquisa do site independente Reclame Aqui, portal que reúne reclamações de consumidores, em 2007, 38% dos compradores de lojas e-commerce sofreram algum tipo de golpe, gerando um prejuízo em torno de R$ 400 milhões.

“É justamente num momento de vulnerabilidade que o e-consumidor corre o risco de ser alvo de fraudes. Visitas realizadas a sites inseguros, leitura de e-mails não confiáveis, downloads de programas de sites não conhecidos, entre outras, são as ações mais freqüentes desenvolvidas por hackers para atacar os internautas. Eles aproveitam a euforia do e-consumidor para desviar a atenção dos indicadores básicos de segurança e efetuar a fraude”, conclui Leandro.

O especialista em segurança digital dá alguns sugestões para se evitrar o problema:

- Nunca faça downloads de software desconhecido a partir de e-mail que não reconhece;

- Procure sempre digitar o endereço (URL) da página web a que pretende aceder. A fraude por phishing utiliza links que, de forma camuflada, encaminham o utilizador para falsos sites dos bancos. É sempre mais seguro digitar o endereço do banco diretamente no browser para garantir que está no site legítimo;

- Sempre que receber um e-mail suspeito, não abra arquivos anexos nem clique nos links.

- Ao comprar pela internet, jamais passe dados pessoais ou financeiros por e-mail. De novo, empresas confiáveis solicitam essas informações no próprio site, informando claramente os aspectos de segurança e condições comerciais;

- Checar se o "cadeado" apresentado pelo site realmente refere-se a identidade apresentada;

- Dados bancários ou de cartões de crédito só devem ser enviados se o comprador iniciou uma negociação. Empresas sérias nunca solicitam dados de confirmação e muito menos senhas, essas são pessoais e intransferíveis.

Site: www.ost.com.br


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