Executivo globetrotter conta sua experiência

29-07-2008

“Em Roma, faça como os romanos”. Mundialmente conhecido, esse ditado popular, que quer dizer integre-se e adapte-se, faz alusão ao que o mercado de trabalho exige dos executivos. Um dia você pode estar numa empresa japonesa, no outro, em uma alemã e, tempos depois, numa organização italiana... Ter o currículo com a volta ao mundo é enriquecedor, mas exige, primeiramente, conhecer diversas culturas e respeitá-las no ambiente de trabalho.

E foi exatamente isso que aconteceu na carreira Rogério Fuzaro, administrador de empresas e diretor da Bucci Industries do Brasil. Com 42 anos, casado e pai de três filhos, Fuzaro começou a trabalhar na área comercial da Cosa, empresa de origem suíça, passando depois para o grupo brasileiro Megga, quando atuou na Meggaton, respectivamente, importadora e distribuidora de máquinas e equipamentos.

O inglês fluente foi fundamental para a comunicação, tempos depois, na subsidiária japonesa Brother, na qual ele trabalhou na comercialização de centros de furação e rosqueamento. Mas a dificuldade não foi só entender sobre tantas especialidades e especificações técnicas de produtos, mas também realizar viagens de negócios aos Estados Unidos e Japão.

Na terra do Sol nascente, Fuzaro ficou dias se alimentando somente da culinária local, da qual se tornou fã. Mas ele aprendeu também a entender alguns sinais dos gestores japoneses. “Eles geralmente ouvem mais do que falam, e são muito rigorosos em relação às metas estabelecidas”.

Do Oriente, Fuzaro passou a reportar-se diretamente para a Alemanha, quando foi trabalhar na Schleifring Brasil Ltda, divisão da Körber-Schleifring. De 2000 a 2006, foi responsável pelo start-up do escritório de vendas e serviços no Brasil, que contemplava ainda o mercado sul-americano.

Naquela época, Fuzaro aprendeu um pouco da língua alemã e realizou diversas viagens para a Europa, tanto em feiras do setor quanto em unidades da organização na Alemanha e na Suíça. Foi nesse período também que sua atuação expandiu-se da área comercial para a administração da subsidiária brasileira.

Mas em agosto de 2006, surgiu a necessidade de uma nova adaptação, dessa vez da organizada Alemanha, para a calorosa Itália. “Caçado” por uma headhunter para assumir o cargo de diretor geral da subsidiária brasileira do Grupo Bucci Industries, Fuzaro teve de conhecer mais sobre a cultura italiana para administrar os negócios do grupo no Brasil e em toda a América do Sul. No primeiro ano de sua gestão, reestruturou a organização, começando pelas equipes administrativa e comercial. Resultado: bateu o recorde de vendas na América do Sul.

Mesmo com a experiência de 20 anos no mercado exercendo diversos cargos no setor de indústrias de máquinas de origens diversas, Fuzaro não deixou de investir na carreira. Em 2007, terminou o MBA Executivo Internacional pela FIA/USP e, antes disso, participou de diversos treinamentos, como Management Training (Situational Leadership and Performance Management - Mailleux & Associates de Bruxelas/Bélgica, nos EUA e China) e Finance & Account (com o professor – prof. dr. Michael Lederer, coordenador do MBA Executivo da Faculdade de Furtwangen, também na China).

No país desde 2002, a Bucci Industries Brasil é uma das empresas do Grupo italiano Bucci, que atua em todo o mundo com as marcas Giuliani, Sinteco, Riba e Iemca. Há 46 anos no mercado, a Iemca atua em diferentes segmentos industriais e, no Brasil, detém cerca de 70% do mercado de alimentadores de barras para tornos de usinagem.

Com sede em São Paulo, a Bucci é responsável pela venda, distribuição e assistência técnica em toda a América do Sul dos equipamentos fabricados pelo Grupo. Site: www.buccibrasil.com.br

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