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Caem estimativas
de juros e de inflação para 2009
29-12-2008
A taxa básica de juros, de 13,75%
ao ano, também conhecida como Selic – porque
remunera os títulos públicos depositados
no Sistema Especial de Liquidação e Custódia
(Selic) – deve fechar o ano de 2009 em 12%, e
não mais 12,25% como previa o boletim Focus da
semana anterior.
Na pesquisa que o Banco Central fez, na última
sexta-feira (26), com analistas de mercado e de instituições
financeiras, e divulgada hoje (29), as expectativas
referentes ao abrandamento da política monetária
melhoram um pouco, a começar pela redução
prevista de 0,25% da Selic na próxima reunião
do Comitê de Política Monetária
(Copom), marcada para os dias 20 e 21 de janeiro.
Isso porque, de acordo com a pesquisa semanal, as pressões
inflacionárias também estão em
queda. Os entrevistados mantiveram a perspectiva de
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
deste mês em 0,4%, de modo a fechar a inflação
do ano em 6,03%. Comparação entre as duas
últimas pesquisas de 2008, reduziu de 5,02% para
5% a estimativa de inflação para 2009.
O boletim Focus manteve também a projeção
de 5,6% para o crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB), soma das riquezas produzidas no país neste
ano, e elevou de 2,4% para 2,44% a
expectativa de aumento da economia para o ano que vem.
Isso, apesar de a estimativa de crescimento da produção
industrial em 2009 ter diminuído de 3% para 2,9%.
De acordo com a pesquisa do BC, a relação
entre dívida líquida do setor público
e PIB deve encerrar este ano em 37%. O que significa
dizer que 37% de tudo que o país produz estão
comprometidos com o pagamento da dívida. Quanto
mais baixo o índice, maior a capacidade de pagamento
do país e a credibilidade dos investidores estrangeiros.
A relação dívida/PIB caiu gradativamente
entre 2003 (quando atingiu 52,3%) e 2008. Mas, em razão
do menor crescimento da economia no ano que vem, deve
continuar no patamar atual ou até aumentar para
37,1% segundo expectativas dos analistas.
A pesquisa do BC manteve também a expectativa
de que o saldo da balança comercial (exportações
menos importações) será de US$
24 bilhões neste ano, mas cai para US$ 15 bilhões
em 2009. Houve, portanto, leve melhora em relação
à perspectiva da pesquisa anterior, que previa
saldo de US$ 14,5 bilhões.
O saldo de conta corrente, que abrange todas as transações
comerciais e financeiras com o exterior, deve mesmo
encerrar 2008 com prejuízo de US$ 29 bilhões
para o país, e igual estimativa era feita para
2009, mas os analistas agora acreditam que o saldo negativo
será menor: em torno de US$ 25 bilhões.
A maior estimativa de redução acontecerá
na entrada de Investimento Estrangeiro Direto (IED)
no setor produtivo, de acordo com os entrevistados pela
pesquisa do BC. Em razão da crise financeira
internacional, o IED de 2008, que até a semana
passada, estava previsto em US$ 36,9 bilhões,
deve cair para US$ 36,45 bilhões, e a perspectiva
de dinheiro externo para o próximo ano cai para
US$ 21,5 bilhões. (Agência Brasil)
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