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Inadimplência
de empresas fechou semestre em queda
30-07-2008
O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica
apurou queda na inadimplência das empresas nos
seis primeiros meses de 2008. Segundo o levantamento
da Serasa houve um recuo de 2,5% na inadimplência
das pessoas jurídicas até junho deste
ano na relação com o mesmo período
do ano passado.
A queda também foi verificada na variação
mensal (junho de 2008 com maio de 2008) e anual (junho
de 2008 com junho de 2007). Em junho deste ano houve
um decréscimo de 5,7% na inadimplência
das pessoas jurídicas em relação
a maio, enquanto na comparação entre junho
de 2008 e junho de 2007, o recuo foi de 1,1%.
No primeiro semestre de 2008, o ranking de representatividade
da inadimplência das empresas foi liderado pelos
títulos protestados, com uma participação
de 42,2% no indicador. Nos seis primeiros meses de 2007,
tal participação foi de 39,9%.
Em seguida estão os cheques devolvidos, que
de janeiro a junho de 2008 representaram 38,6% da inadimplência
das empresas, ao passo que no mesmo período de
2007 esta representação foi de 38,5%.
Fechando o ranking, as dívidas com os bancos
tiveram uma participação de 19,2% no indicador,
menor que os 21,6% obtidos até junho de 2007.
Quanto ao valor médio das dívidas, no
primeiro semestre deste ano as pendências com
os bancos tiveram um valor médio de R$ 4.425,45,
com alta de 7,8% sob o valor médio registrado
nos primeiros seis meses de 2007.
Já o valor médio dos títulos protestados,
até junho de 2008, foi de R$ 1.488,00, com uma
elevação de 2,9% ante o valor médio
registrado no acumulado de janeiro a junho do ano passado.
Os cheques devolvidos, por sua vez, tiveram nos seis
primeiros meses deste ano um valor médio de R$
1.274,19, o que resultou em alta de 12% na comparação
com o valor médio apontado no primeiro semestre
de 2007.
Segundo a Serasa, o nível positivo da atividade
econômica brasileira contribuiu para a melhora
do fluxo de caixa das empresas e da capacidade em honrar
dívidas contraídas para atender suas necessidades
de capital de giro e de investimento, o que refletiu
na queda da inadimplência. No 1º semestre
de 2007 a inadimplência das empresas acumulava
alta de 1,5%.
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