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Insolvência
das empresas paulistanas diminuiu em 2008
31-12-2008
De acordo com os dados tabulados pelo Instituto de
Economia ?Gastão Vidigal? da Associação
Comercial de São Paulo (ACSP), a situação
de solvência das empresas foi muito boa em de
2008, com o número de títulos protestados
na capital e de falências requeridas e deferidas
apresentando redução neste ano. Apenas
os pedidos de Recuperação Judicial registraram
aumento, especialmente no último trimestre do
ano. Também os protestos contra pessoas físicas
mostraram queda em 2008.
Foram protestados, em São Paulo, em 2008, 434.013títulos,
sendo 357.000 de pessoas físicas e 83.051 de
empresas, contra um total de 544.619 no ano anterior,
divididos em 434.013 relativos a PFs e 110.606 a PJs
com queda de 19,2%, 17,7% e 24,9% respectivamente. O
valor médio dos títulos protestados foi
de RS$ 1.761.834,00 neste ano e de RS$ 1.618.792,00
no anterior com aumento de 8,8%, inferior ao da variação
do IGP -M do período, foi de 9,8%.
As falências requeridas na cidade de São
Paulo totalizaram 504 em 2008, abaixo das 655 registradas
em 2007 e 896 em 2006. Foram decretadas 224 falências
neste ano na Capital, contra 352 no ano passado e 355
no anterior. Os pedidos de Recuperação
Judicial foram em número de 78 em 2008, 54 em
2007 e 52 em 2006, devendo-se destacar que 24 requerimentos
se referem ao últimos trimestre de 2008.
Para o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo, os
baixos níveis de insolvência observados
em São Paulo são explicados pelo bom desempenho
da economia, permitindo a capitalização
das empresas, e a ampla liquidez existente até
setembro, que facilitava o acesso ao crédito.
A reversão da situação a partir
de outubro, com a contração da liquidez
e a escassez e encarecimento do crédito, ainda
não se fez sentir plenamente em 2008, em virtude
da "gordura" existente nas empresas.
Mas, segundo o economista da ACSP, se o crédito
não fluir melhor e atingir também as micros,
pequenas e médias empresas, poderemos assistir
a um grande aumento das insolvências e ao fechamento
de muitos empreendimentos de menor porte, que não
estão conseguindo obter o capital de giro que
necessitam.
Solimeo disse ainda a liberação dos depósitos
compulsórios efetuadas pelo BC em função
da crise não está fluindo para todos os
segmentos, e lembrou, que no passado, as Resoluções
184, 398 e 695 do Conselho Monetário Nacional
(CMN), direcionavam recursos liberados do compulsório,
para o atendimento específico das micro, pequenas
e médias empresas, medida que poderia ser novamente
adotada.
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