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Telesserviços
devem gerar 80 mil vagas em 2009
03-02-2009
O setor de telesserviços manteve em 2008 seu
ritmo médio de crescimento, de 10% ao ano. Segundo
dados da ABT – Associação Brasileira
de Telesserviços, o faturamento das empresas
de call center no país (somente por parte das
empresas do setor que operam como terceirizadas ) foi
de R$ 5,5 bilhões.
O ano de 2009 iniciou com, aproximadamente, 850 mil
empregos diretos. A previsão da ABT é
de que até o final de 2009 o setor ultrapasse
a marca de 900 mil empregos diretos, gerando mais de
80 mil vagas. Mas, alerta a entidade, se considerarmos
também os empregos indiretos que são criados,
contabilizando as pessoas que trabalham para as empresas
que prestam algum tipo de serviço ou que comercializam
produtos para as empresas do setor, já são
mais de um milhão de empregados.
“Desde a privatização das teles
o setor vem se desenvolvendo e tem se fortalecido cada
vez mais. Tanto que, no ano passado, os reflexos provocados
pela crise econômica mundial não foram
sentidos pelas empresas do setor. Ao contrário,
as empresas tiveram inclusive que investir ainda mais
nos negócios, para se adaptarem às novas
regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor
(SAC), criadas para todo o país”, diz Jarbas
Nogueira, presidente da ABT.
O setor é considerado a principal porta de entrada
de jovens, sem a necessidade de experiência anterior,
ao mercado de trabalho formal. Uma pesquisa encomendada
pela ABT revelou que 45% das pessoas que trabalham como
teleatendentes têm entre 18 e 24 anos.
“Muitos acabam seguindo carreira no setor. Começam
como teleatendentes e, aos poucos, vão assumindo
cargos de maior responsabilidade. O setor também
contribui para que essa pessoa seja um cidadão
melhor e pronto para novos desafios”, afirma Nogueira.
Hoje, ele diz, há vários exemplos de pessoas
que se tornaram executivos nas empresas de call center,
mas que começaram no atendimento ao cliente.
Outros dados divulgados pela entidade:
• Os principais setores contratantes de call
center são os de serviços financeiros,
varejo, telecomunicações, seguros, saúde
e editora/gráfica;
• Cerca de 80% das empresas estão no eixo
São Paulo – Rio de Janeiro, mas há
presença significativa também na região
Sul (5%);
• A grande maioria dos atendentes é composta
por mulheres (76,8%);
• cerca de 45% do total de empregados são
jovens em seu primeiro emprego.
• Do total de atendentes, 74% possuem o 2º
grau. 22%, curso superior.
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