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Histórias de
mães e filhas que trabalham juntas com vendas
diretas
07-05-2009
A chegada do Dia das Mães tem um duplo significado
para uma parte considerável das revendedoras
do setor de venda direta. A data, tradicionalmente,
já representa uma das maiores oportunidades de
venda do ano no segmento, que tem nas mulheres um dos
seus maiores focos de consumo e força de venda.
Nesse universo, não é raro encontrar mães
e filhas trabalhando juntas, relatando como a experiência
contribui para aproximá-las umas às outras.
De acordo com Lírio Cipriani, presidente da
Associação Brasileira de Empresas de Vendas
Diretas (ABEVD), é a própria dinâmica
da venda direta que contribui pelo interesse de mães
e filhas pelo setor. “A autonomia e a flexibilidade
do negócio o torna acessível tanto à
dona de casa quanto à jovem que nunca teve uma
experiência de trabalho”, diz.
A revendedora Carlota Batista, da Herbalife, que trabalha
com a filha Taís Moraes Batista, testemunha o
benefício obtido com o trabalho em família.
“Ganhamos mais tempo perto uma da outra, e aprendemos
a respeitar mais o ritmo de cada uma. Ter os filhos
por perto também nos negócios é
um sonho que se tornou realidade”, diz.
Sem canibalizar as vendas uma da outra, como quando
duas lojas atuam próximas uma da outra, mãe
e filha inventam seus próprios modelos de parcerias,
mas que lembram conhecidos jargões econômicos,
como a sinergia – aqui em família. A revendedora
Hatune Utagava, que trabalha com a filha pela Amway,
relata como a troca de idéias ajuda a melhorar
as vendas. “Muitas vezes trocamos indicações
de clientes para nos ajudarmos reciprocamente”,
conta.
Eliene Palma, da Hinode, observa que trabalhar junto
também requer disposição para superar
as adversidades: “Quando a Jaqueline começou,
ainda era uma adolescente, então foi um pouco
difícil. Mas com o tempo ela percebeu a importância
da experiência, tal qual hoje eu percebo como
é fundamental a participação dela
no desenvolvimento das nossas estratégias”,
reconhece.
Rosangela Aparecida Soller Gomes Correa, de 49 anos,
é consultora da Natura há 10 anos e, hoje,
tem uma pronta-entrega na região do Ipiranga.
As filhas Laís Gomes Correa, de 23 anos, e Denise
Gomes Correa, de 24 anos, também são revendedores
das vendas diretas. A mãe, que já é
avó de uma netinha de 1 ano, vê muitas
vantagens na atividade. Além da flexibilidade
de horários, o melhor de tudo é poder
trabalhar junto das filhas. “Somos uma equipe
de sucesso!”, ressalta.
Elza Maria Gomes começou a revender produtos
Avon há 34 anos, quando precisava sustentar sua
família. Mas, ao longo do tempo, descobriu seu
dom para vendas e então decidiu dedicar-se com
afinco nesta atividade. Seus quatro filhos cresceram
vendo a mãe revender cosméticos e, hoje,
três deles já se tornaram revendedores
autônomos. São verdadeiros empreendedores,
investem na pronta-entrega de produtos, geram renda
e empregos.
A revendedora Ana Maria Rezier desde cedo notava o
entusiasmo da filha Geisiane com o catálogo da
Hermes, até que a levou para uma apresentação
de recrutamento, deixando-a muito animada. As duas,
então, tiveram uma conversa de mãe pra
filha, sobre a responsabilidade de todo negócio.
A jovem refletiu e decidiu topar o desafio. A experiência
foi tão boa que Geisiane se tornou líder
de uma equipe de 25 consultoras.
Com o exemplo que veio da mãe Lucia Spirandelli,
a consultora de beleza Luciana Spirandelli percebeu
que teria na Mary Kay uma oportunidade de renda que
também lhe permitisse mais tempo com seus filhos
pequenos. Formada em Administração e com
MBA na área, Luciana se mostrava resistente à
profissão de consultora. Porém, com a
postura empreendedora da mãe, que fazia da venda
direta a sua micro-empresa, enxergou uma oportunidade
de gerenciar seu próprio negócio.
Segundo o monitoramento da ABEVD, o mercado de cuidados
pessoais responde por 89% do faturamento do segmento
das vendas diretas, o que explica como as vendas diretas
estão igualmente concentradas nas mãos
das mulheres. De olho nesse filão, também
os produtos de cuidados do lar e os suplementos nutricionais
têm boa performance de vendas. Juntos, fazem do
Dia das Mães uma data tão importante quanto
a do Natal.
As vendas diretas constituem um setor cada vez mais
relevante para a economia brasileira, responsável
pela contribuição fiscal da comercialização
de produtos e serviços realizada por milhões
de revendedores autônomos. É composto por
empresas de segmentos diversos, sendo 88% da categoria
de cuidados pessoais, 6% de suplementos nutricionais,
5% de cuidados do lar, e 1% de serviços e outros.
Também chamadas de vendas por relacionamento,
as vendas diretas ocorrem em círculos sociais,
fora de estabelecimentos comerciais fixos. Não
deve ser confundida com a venda porta a porta, uma vez
que esse termo está sujeito à toda sorte
de mercadorias, de origem desconhecida, e sobre a qual
não se aplicam as diretrizes de ética
do Código de Conduta da ABEVD.
A ABEVD é uma associação fundada
em 1980 por empresas que buscavam o desenvolvimento
do sistema de Vendas Diretas no Brasil. Atualmente conta
com 46 associadas, sendo 30 empresas de Vendas Diretas,
oito associados consultores e oito associados fornecedores.
São eles:
Amway, Avon, Bálsamo Perfumes, Casa do Agente,
Cellcred, Compra Certa, Embelleze Style, Herbalife,
Hermes, Hidra Cosméticos, Hinode, Inspiração
Perfumes, Jafra, Lyor, Mary Kay, MonaVie, Natura, Nature’s
Sunshine, Perfam, Phoneclub, Photon do Brasil, Redepin,
Samba 38, Tahitian Noni, Tiens do Brasil, Tupperware,
Up Essência, Vitaderm, WOW, Yakult Cosmetics,
Arruda Pires Consultoria Jurídica, DirectBiz
Consultants, Leite, Tosto e Barros Advogados, Lopes
Pinto, Nagasse e Serafino Advogados, Loyalty Marketing,
M&BA Marketing Business, MMC&Zarif Advogados,
Syntec, Applauso Veículos, DineroMail, Integration,
Laboratórios Pfizer, Gera Gestão de Modelos
Comerciais, Okto Mobile, PCI Integrated Management Services,
VeroAd Design. Site: www.abevd.org.br.
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