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Como manter a equipe
unida em tempos de crise
11-02-2009
Quais medidas tomar para garantir o comprometimento
dos profissionais mesmo diante da crise? Como manter
o time alinhado e motivado em um momento de turbulência?
O que não fazer? De acordo com José Renato
Siqueira, consultor de carreiras DBM, consultoria especializada
na gestão do capital humano, manter a equipe
unida num quadro como o atual demanda cuidados especiais,
entre eles tratar de maneira transparente a situação
e as estratégias utilizadas.
Melhor ainda, aponta, é ter construído
uma cultura com processos capazes de envolver o time
na busca das soluções para a situação.
Motivo: em momentos de crise ganha a empresa que consegue
contar com a inteligência e o comprometimento
de todo o grupo.
"Um momento de crise pode ser comparado ao início,
numa corrida de fórmula 1, da chuva. Em geral,
quem ganha com a situação é o piloto
que escolhe o melhor momento para entrar no box e trocar
os pneus, adequando o carro para o novo contexto. Para
isso, a equipe toda precisa estar preparada para fazê-lo
voltar à pista o mais rápido possível,
acelerando como antes. Há pilotos que optam por
não fazer a troca porque suas equipes evitam
tomar decisões de maneira rápida. Eles
acabam perdendo a corrida. E por qual motivo? Porque
querem aproveitar o que tem, querem poupar e acabam
sendo obrigados a desacelerar o carro para não
perder o controle na chuva", diz.
"O mesmo vale na vida corporativa. Para manter
os profissionais aguerridos em um contexto de crise
é preciso que todos participem e se comprometam
com as soluções adotadas, sem abrir mão
de ponderar os riscos", acrescenta. Outro ponto
para o qual o especialista chama atenção
é a importância do discurso ser coerente
com a prática verificada na empresa.
"Decisões que primam pela coerência
e ratificam os valores e princípios proclamados
numa companhia provocam maior compreensão e aceitação
das eventuais medidas e podem diminuir o temor, pois
as pessoas sabem o que esperar e conseguem manter a
calma, cientes de que problemas e situações
difíceis fazem parte da vida", explica.
"Falta de coerência no uso de critérios
pode abalar fortemente o comprometimento dos funcionários
e levar a empresa a ter mais perdas do que ganhos pela
destruição do sempre necessário
ambiente de confiança".
Segundo ele, um dos erros mais comuns nos momentos
de crise é usar o contexto como camuflagem para
demitir pessoas que, por algum motivo, não se
quer mais na equipe.
"Usar só a crise como única justificativa
para a demissão é um erro porque dificilmente
é esse o único motivo pela escolha deste
profissional e não de outro. Se o motivo é
performance, isso tem que estar claro. O ponto é
que feedbacks respeitosos, mas honestos e claros, infelizmente
ainda são raros na maioria das empresas",
alerta.
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