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Crise ampliou cobrança
no trabalho? Use a saúde a seu favor
12-03-2009
Se você acredita que, nos momentos mais estressantes
da carreira, deve focar ainda mais no trabalho e no
raciocínio, preterindo os cuidados com a saúde,
o corpo e o próprio bem-estar, errou. Quem informa
é Frederico Porto, médico psiquiatra e
consultor da DBM, consultoria especializada em gestão
do capital humano. Motivo: a estratégia de abandonar
os cuidados com o corpo em períodos tensos, como
o da atual crise econômica, implica menor velocidade
e capacidade de solucionar problemas.
"Cair em estado de trabalho contínuo, esquecendo
que o corpo precisa de recuperação, é
um erro", diz Porto. "Executivos que praticam
exercícios e não perdem o foco na saúde
contam com vantagem competitiva importante em relação
aos demais, que pode ser traduzida em menor ansiedade
e estresse, além de capacidade de tomada de decisões
mais rápida", completa.
Não é à toa, que, de acordo com
Porto, toda pessoa deve praticar atividades que promovam
relaxamento, como hobbies ou esporte. "Diante da
crise, o corpo não identifica se o estresse é
psicológico ou físico. Por isso, tentar
resolver apenas mentalmente um problema não é
solução. O stress se mantém, quando
poderia ter sido amenizado pelo efeito de uma sessão
de ginástica ou de corrida, antes de uma reunião
estressante", explica.
"O ser humano possui controles puramente técnicos
para liberar o stress. É este o caso de determinados
exercícios respiratórios. Inspirar e expirar
por um período de tempo maior, por exemplo, alivia
a tensão e eleva o rendimento do executivo no
trabalho. O esporte funciona da mesma maneira".
Outra indicação é manter uma dieta
equilibrada. "Ingerir frutas pela manhã
e um lanche nutritivo antes do almoço, por exemplo,
é algo altamente benéfico. A boa alimentação
ajuda a transcender o estresse", diz o médico.
"Por isso, deve-se evitar abusos, como o consumo
de café sem moderação. Duas xícaras
- de preferência, tomadas antes das 18 horas -
estão de bom tamanho", explica o consultor.
Outra forma de minimizar os efeitos da pressão
é melhorar a gestão do próprio
tempo. "Quebre em pedaços as tarefas difíceis.
Use sua habilidade para resolver cada pedaço
de uma vez. Assim, terminada a tarefa você terá
sensação de finalização
e ânimo para ir além", explica Frederico.
Para aqueles que precisam de ânimo adicional
e que têm sofrido pressão a ponto de não
conseguirem recarregar as baterias apenas no final de
semana, Frederico sugere um remédio bastante
interessante: um bom happy hour durante a sexta-feira.
"A dica é relaxar com os amigos no final
do expediente. A equipe, os executivos e profissionais
- todos - que passaram a semana inteira tensos, discutindo,
criando e correndo atrás de soluções
para os novos contextos do mercado com a crise merecem
momentos de alegria. E a troca que ocorre durante um
happy hour enriquece a todos", destaca. "Deveria
ser prescrição médica nestas épocas
sair às sextas-feiras para um happy hour",
finaliza o consultor da DBM.
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