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Inovação
tecnológica terá crédito a juro
baixo
12-06-2009
Dentro de duas semanas estará no mercado, à
disposição das empresas que faturam até
R$ 60 milhões anuais, uma linha de crédito
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) que vai financiar a contratação
de serviços relativos à inovação
tecnológica. Com juro de 1% ao ano e pagamento
em até 48 parcelas pré-fixadas, o cartão
chega em uma boa hora, avalia o assessor Marcos Vinicius
de Souza, da Secretaria de Tecnologia Industrial, ligada
ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior. “Sustentabilidade
deixa de ser uma ação de responsabilidade
social para ser uma medida estratégica”,
ilustra Marcos Vinicius.
O anúncio foi feito nesta semana. Também
foi anunciado o fim da Secretaria de Tecnologia Industrial
e sua substituição, nos próximos
30 dias, pela Secretaria de Inovação Tecnológica.
Para o vice-presidente da Associação Nacional
de Pesquisa & Desenvolvimento das Empresas Inovadoras
(Anpei), Carlos Calmanovici, a notícia é
animadora porque há projetos inovadores no Brasil
que merecem ser incentivados.
Já existe uma série de casos de sucesso
de empresas brasileiras com inovação tecnológica.
Ao fazer o próprio inventário de emissões
de gases de efeito estufa, a Celulose Irani, por exemplo,
conseguiu neutralizar o processo, o que a transformou
de devedora a credora de créditos de carbono
emitidos pelo Protocolo de Kyoto.
A empresa já é certificada ‘Carbono
Neutro’ graças ao plantio e ao manejo florestal
realizado com responsabilidade ambiental e graças
à execução de projetos segundo
o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo das Nações
Unidas (ONU). Também é pioneira com o
projeto ‘Irani Wastewater Methane Avoidance Project’,
primeiro no mundo de tratamento de efluentes totalmente
aeróbico, aprovado pela ONU.
Igualmente, a Dedini, que é líder mundial
no fornecimento de tecnologias e soluções
para o setor sucroalcooleiro, já conta com projetos
de ponta visando sustentabilidade. Por meio da tecnologia,
a empresa propõe um novo conceito de usinas de
açúcar e etanol, que gere receita com
menos insumos e, conseqüentemente, com menor emissão
de gases de efeito estufa e de efluentes, além
de preservar a integridade física das pessoas
envolvidas a partir de equipamentos mais seguros.
Na área automotiva, a Fiat tem o Fiat Concept
Car II totalmente desenvolvido no Pólo de Desenvolvimento
Giovanni Agnelli, em Betim, no estado de Minas Gerais,
e símbolo das novas soluções de
mobilidade com materiais alternativos, reutilizáveis
e não poluentes. O motor elétrico é
alimentado por 93 baterias de íon lítio,
que podem ser recarregadas em qualquer tomada 220V.
Com autonomia de até 100 km, desenvolve 59 kW
(80,2cv) e torque máximo de 220 Nm (22,9kgfm).
A carroceria é de fibras naturais de fontes
renováveis para ter menor impacto ao meio ambiente
e da nanotecnologia para fazer peças mais leves
e resistentes. Os painéis de carroceria, como
o capô, por exemplo, foram injetados em composto
com nanoargila, a chave de fenda que acompanha o kit
de ferramentas foi injetada em plástico reciclado
com fibras de curauá e sisal. Peças como
reparos, discos de freio, molas e montantes de suspensão
receberam revestimentos organometálicos isentos
de metais pesados. A espuma que reveste os bancos foi
feita com 30% de poliol de óleo de soja reciclado.
No segmento têxtil, a Rhodia tem o fio Emana,
produzido com base em poliamida 66, com características
que conferem ao tecido propriedades que proporcionam
o bem-estar, por meio da estimulação do
metabolismo da pele e regiões adjacentes. O mecanismo
de ação do produto envolve a absorção/emissão
de ondas na região do infravermelho longo, ativadas
pela transmissão de temperatura ao contato com
o corpo humano. (Agência Brasil)
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