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Logística reversa
reduz custos e ainda protege o meio ambiente
15-05-2009
Dos produtos vendidos no Brasil, 10% retornam para
as empresas e em metade dos casos de devolução
os consumidores têm a solução em
até uma semana, revela a pesquisa Políticas
de logística reversa em empresas que atuam no
Brasil. Inédito, o estudo, que consultou 188
companhias, foi apresentado no 1º Fórum
Internacional de Logística Reversa, promovido
pelo CLRB – Conselho de Logística Reversa
do Brasil, em parceria com a Publicare Eventos, e realizado
na capital paulista, com a presença de cerca
de 180 executivos e empresários de vários
setores.
“Nossa intenção foi levantar a
quantidade e os custos do processo de devolução
em relação às vendas. Metade das
companhias afirmou gastar até 5% do faturamento
obtido com o retorno dos produtos", explica Paulo
Roberto Leite, responsável pela pesquisa e autor
do livro Logística Reversa – Meio Ambiente
e Sustentabilidade, cuja segunda edição
foi lançada e autografada no fórum. “O
custo do retorno é maior do que a quantidade
de itens devolvidos. Mas grande parte das companhias
brasileiras ainda não mensuram devidamente os
custos de retorno", afirma.
Além da pesquisa, o fórum teve quatro
palestras, duas delas ministradas por especialistas
estrangeiros, e a apresentação de cases
da Empresa Brasileira de Correios, TGestiona, Oxil,
Rapidão Cometa e HP, além de participação
de representante da Abinee. O presidente da americana
Reverse Logistics Association (RLA), Gailen Vick, falou
sobre o dilema da logística reversa.
“Os produtos descartados sem nenhuma política
de reaproveitamento afetam negativamente o ambiente
e a vida da população em todo o mundo
e, ao mesmo tempo, são um importante ativo perdido
pelas empresas. Apesar disso, a logística reversa
não recebe a atenção desejada por
grande parte das corporações", defendeu.
Pesquisa da RLA apurou que os processos na área
de logística reversa representam entre 3% e 25%
do Produto Interno Bruto (PIB) de alguns países.
Nos Estados Unidos, estima-se que movimente, no mínimo,
US$ 360 bilhões anualmente.
Luis Veiga Martins, diretor-geral da Sociedade Ponto
Verde (SPV), de Portugal, apresentou o resultado do
trabalho da entidade sem fins lucrativos, que em 2008
recolheu 535 mil toneladas ou quase metade (49%) de
todos os resíduos de embalagens colocados no
mercado pelas 8,9 mil companhias associadas. Com esse
índice, praticamente cumpre, com bastante antecedência,
a meta imposta para os países da Comunidade Européia
de reciclar até 50% de todos os resíduos
urbanos, até o ano de 2020.
Para chegar a este resultado, conta com a colaboração
das empresas. Cada uma das companhias contribui com
quantias em dinheiro, de acordo com o volume de embalagens
utilizadas nos itens que fabricam, para que os municípios
recebam pela coleta e a triagem de tudo o que é
depositado em ecopontos pela população.
No ano passado, os municípios portugueses receberam
50 milhões de euros para realizar a tarefa. “Nossas
campanhas educativas e de incentivo fizeram com que,
em 2007, alcançássemos um índice
de 63% de domicílios portugueses que separam
os resíduos de embalagens", afirma Veiga,
da Sociedade Ponto Verde.
Além das atrações internacionais,
Danilo Furtado, do Ministério de Minas e Energia,
ministrou uma palestra sobre o Programa de Substituição
e Promoção de Acesso a Refrigeradores
Eficientes, do governo federal. A meta é substituir
10 milhões de refrigeradores obsoletos e energeticamente
ineficientes em um prazo máximo de 10 anos. “Trata-se
de um programa de grande envergadura que está
sendo acompanhado por desenvolvimentos tecnológicos
de empresas de logística reversa e que certamente
trará ao debate os principais inibidores das
cadeias reversas de outros setores empresariais",
afirma o presidente do CLRB.
Marcus S. Piaskowy, da Logistik Consulting, apresentou
o tema A logística reversa aplicada à
legislação ambiental européia,
a partir da diretiva Waste Electrical and Electronic
Equipment (WEEE), em vigor desde janeiro de 2006. O
objetivo é diminuir a quantidade de lixo eletrônico
que chega aos aterros na Europa.
“O evento trouxe um aprendizado muito importante
para toda a comunidade de logística reversa e
indica que há necessidade de as empresas de todos
os setores e atividades envolverem-se com o movimento
promovido pelo CLRB em benefício delas próprias
e do ambiente. Com essa união, podemos contribuir
para a construção de melhores práticas
e divulgá-las, bem como os programas de logística
reversa das próprias empresas, trabalhar na melhor
adequação e exeqüibilidade de legislações
que certamente virão e em certificações
de empresas das cadeias reversas", disse Paulo
Roberto Leite, presidente do Conselho de Logística
Reversa do Brasil, ao encerrar o 1º Fórum
Internacional de Logística Reversa, que teve
o patrocínio das empresas Exata Logística,
Oxil, Dire ct, Tgestiona, Pearson Education, Rapidão
Cometa, Correios e governo federal. Site: www.clrb.com.br
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