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Varejistas cariocas adiam
corte de pessoal
16-01-2009
O comércio varejista do Rio de Janeiro está
sendo cauteloso nas ações empreendidas
em relação à dispensa no seu quadro
de pessoal, mesmo com a crise financeira internacional.
Esse comportamento pode ser explicado pelo alto custo
das indenizações a serem pagas com demissões,
segundo disse hoje (16) à Agência Brasil
o presidente do conselho empresarial de varejo da Associação
Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Daniel Plá.
“A empresa leva quase seis meses para recuperar
o custo de mandar alguém embora”, disse.
Por isso, ele acredita que ainda existe esperança
de que a crise não atinja muito fortemente o
Brasil.
Daniel Plá afirmou, porém, que muitas
empresas já estão fechando lojas na capital
fluminense. “Só em Ipanema, você
tem quarteirões com quatro lojas fechadas. São
negócios que não estão funcionando.
Você já começa a sentir os efeitos
da crise no próprio ambiente urbano”. O
impacto pode ser medido também pelo valor das
novas locações, indicou.
Para driblar a crise, o comerciante capitalizado, que
representa um terço do comércio carioca,
está procurando alternativas, oferecendo novos
produtos e serviços para atrair clientes. Os
dois terços restantes dos comerciantes estão
endividados e preferem reduzir o número de produtos
em oferta. Ou seja, em vez de disponibilizar, como ocorria
antes da crise, dez ou 20 diferentes tipos de molho
de tomate, por exemplo, “hoje não passa
de meia dúzia”, afirmou Daniel Plá.
O empresário acrescentou que, além de
estar muito caro, o crédito está difícil
de se conseguir. “É uma crise financeira,
de crédito escasso, que já está
atingindo também o consumidor”, disse.
Ele destacou, ainda, no caso do varejo, a questão
do consciente coletivo, que faz com que as famílias
reduzam os gastos de produtos supérfluos, com
medo de perder emprego ou de enfrentar problemas mais
adiante.
Para manter os empregos diante da crise, as férias
coletivas acabam sendo, em um primeiro momento, a medida
mais adotada pelas empresas que não têm
certeza do que vai acontecer nos próximos meses
na economia. Segundo apontou Plá, a crise é
difícil e não atinge todas as empresas
da mesma forma. “E, certamente, vai ter gente
que vai ganhar com a crise”, diz. (Agência
Brasil)
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