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Com a crise, brasileiro
reduz poupança para aposentadoria
16-06-2009
Diante da crise econômica, 16% dos brasileiros
pararam de poupar em seus planos de aposentadoria, média
superior à global, de 11%, o que pode ocultar
uma crise futura em seu envelhecimento. Outro dado alarmante
e que já reflete o risco iminente, é o
fato de 94% dos brasileiros não terem nenhuma
idéia de como serão seus rendimentos na
velhice, maior do que a média global de 87%.
Essas são alguns dados da pesquisa O Futuro da
Aposentadoria, Tempo de se Planejar, divulgada pelo
HSBC.
A pesquisa, que está em sua quinta edição,
é um estudo global sobre atitude, expectativas
em relação ao envelhecimento. Neste ano,
ouviu cerca de 14 mil pessoas em 15 países, de
30 a 70 anos, sendo 1.017 no Brasil. Entre seus destaques,
relatou também que, apesar do envelhecimento
mundial da população, há uma imensa
falta de preparação das pessoas em relação
ao seu futuro, em muitos casos, como no Brasil, observado
principalmente como conseqüência do baixo
nível de compreensão de suas finanças
atuais e de como estas poderão vir a ser no futuro.
Brasil X Mundo
Apenas 6% dos brasileiros acreditam estar bem preparados
para aposentadoria, enquanto são 13% no mundo.
94% dos brasileiros não têm nenhuma idéia
de como serão seus rendimentos na velhice, maior
do que a média global de 87%.
35% dos brasileiros acreditam entender bem suas finanças
de curto prazo, contra o dado mundial de 45%.
Cerca de 2/3 dos brasileiros (63%) nunca tiveram nenhuma
forma de assessoria/ consultoria financeira profissional,
acima da média mundial de 47%.
40% dos brasileiros são favoráveis ao
encorajamento de poupança privada por meio de
isenções fiscais, contra o dado global
de 31%.
Apenas 3% são a favor de aumento de impostos
para pagar por melhores aposentadorias/ pensões
sociais, bem menor que a média global de 13%.
9% dos brasileiros são a favor de aumentar a
idade limite da aposentadoria e apoiar as pessoas a
trabalhar por mais tempo, quase metade da média
global de 16%.
Crise Econômica
A crise de crédito, que evoluiu para uma desaceleração
econômica mundial, teve um significativo impacto
nas finanças da população, bem
como em suas atitudes. Embora o FMI espere que o Brasil
permaneça em recessão durante todo 2009
e meados de 2010, as pessoas no Brasil – juntamente
com outras economias emergentes - são mais otimista
do que a média global: 45% dos brasileiros esperam
que a desaceleração deverá durar
menos de 12 meses; globalmente este número cai
para 29%.
Muitos consideraram, no entanto, que a desaceleração
deverá continuar a afetar-lhes por um tempo,
mesmo depois de ter acabado, refletindo suas conseqüências
no mercado de trabalho, no rendimento das poupanças
e investimentos, etc. Neste cenário, as famílias
estão reduzindo despesas com grandes e pequenas
compras e também pagando suas dívidas.
Inclusive, a questão das dívidas é
um tema forte para os brasileiros: 23% dos entrevistados
a escolheram como um potencial obstáculo para
economizar (em comparação com 18% a nível
mundial). Outros 22% dizem que gostariam de procurar
aconselhamento financeiro para ajudá-los a fazer
escolhas melhores.
Para Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros, a longevidade
é um fato, o que resulta numa grande necessidade
de incentivar a educação financeira na
vida do brasileiro desde cedo. “Somente com informação
e planejamento, as pessoas poderão ter qualidade
de vida na aposentadoria.”
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