Brasileiro é o mais insatisfeito na região com contact centers

19-06-2009

Um estudo regional divulgado pela Aspect, empresa de soluções de comunicação, e pela Leo J. Shapiro and Associates, mostra que os consumidores brasileiros consideram inaceitáveis suas experiências típicas com contact centers e aponta um índice geral de satisfação de 64% - a pontuação mais baixa na América Latina e Caribe (AL&C). O estudo também revela que os consumidores que receberam bom atendimento são 13 vezes mais propensos a fazer futuros negócios com a empresa, demonstrando que a maioria delas está perdendo oportunidades importantes no mercado brasileiro de atender à demanda dos consumidores e impactar positivamente seus resultados comerciais.

"Em todo o Brasil, os contact centers enfrentam pressão constante para melhorar o atendimento aos consumidores, aumentar o índice de satisfação e atender à nova regulamentação governamental - tudo sem adicionar efetivo ou aumentar o orçamento", diz Paul Bullet, vice-presidente da Aspect para a América Latina e Caribe. O 2009 Aspect Contact Center Satisfaction Index Caribbean e Latin America é uma pesquisa regional feita com 1.272 consumidores em cinco países - Argentina, Brasil, Colômbia, México e Porto Rico.

Impacto no negócio

O estudo examinou o impacto de experiências boas e ruins sobre negócios futuros, levantando que metade dos consumidores na AL&C satisfeitos com sua última interação (49%) farão novos negócios com a empresa; 22% deles disseram que farão muitos outros negócios. Ao contrário, 80% dos consumidores insatisfeitos disseram que farão menos negócios; 44% farão muito menos negócios.

Quase metade dos consumidores na Al&C (46%) que foram solicitados a repetir informações após serem transferidos de um sistema automatizado para um agente ao vivo disse que fará menos negócios com a empresa. Além disso, mais de 30% dos consumidores na AL&C são propensos a mudar de empresa com base em sua última interação.

Brasileiros

A parcela brasileira do estudo demonstra que os consumidores brasileiros consideram as qualidades pessoais como sendo o mais importante, afirmando que esperam que os contact centers assumam a responsabilidade pela resolução dos problemas, fazendo acompanhamento e tendo profissionais, flexíveis e criativos.

A seguir outros dados levantados no Brasil:

Ø Consumidores brasileiros classificam os contact centers com o nível mais baixo na AL&C quanto a Eficiência (58%) e Automação (61%).

Ø Consumidores brasileiros dão aos contact centers notas deficientes (abaixo de 60%) em mais atributos que outros consumidores em qualquer país. Afirmam que os contact centers apresentam desempenho inaceitável quando se trata de solucionar problemas em uma única interação sem transferir a chamada, ser atendido pelo agente sem longa espera, minimizar o tempo de espera, oferecer acesso a uma pessoa a partir de um menu automatizado e permitir ao consumidor acesso a um sistema automatizado que resolva a questão.

Ø 85% dos consumidores brasileiros acreditam que as interações com contact centers são tão boas ou melhores que as interações frente a frente, em comparação com a média de 91% na AL&C.

48% dos consumidores brasileiros dizem que suas interações mais recentes com contact centers ultrapassaram suas expectativas em comparação com a média de 67% na AL&C.

Ø Interações são mais propensas a ficarem abaixo da expectativa no Brasil do que em outros países pesquisados da América Latina e Caribe, com 31% abaixo da expectativa em comparação com a média de 20% na AL&C.

Ø 35% dos consumidores afirmam que suas consultas são resolvidas em uma única interação no Brasil, número significativamente menor que a média de 42% na AL&C; 31% dos consumidores brasileiros indicam que os contact centers não conseguem resolver seus problemas, em comparação com 21% na AL&C.

Ø 60% dos consumidores no Brasil são mais propensos a usar o telefone em suas interações, em comparação com 69% na AL&C.

Ø Somente 11% das interações no Brasil iniciam com uma pessoa ao vivo, em comparação com a média de 20% na AL&C. Quando transferidos para um agente, 71% dos consumidores brasileiros dizem que precisam repetir as informações já dadas a um sistema automatizado, com média 9% da Al&C.

Ø 65% dos consumidores brasileiros afirmam que desligaram a chamada ocasionalmente ou em quase todas as vezes que ligaram para um contact center durante os últimos seis meses; 84% dos consumidores brasileiros dizem que conseguem esperar mais de um minuto para falar com um agente antes de desligar a chamada. A legislação do SAC exige que os consumidores não devam esperar mais de um minuto.

Visão do gerente

Além de pesquisar consumidores, o Índice da Aspect para a América Latina e Caribe coletou dados de 84 gerentes de contact centers em todo Brasil, Colômbia e México. Os dados oferecem uma visão das percepções dos gerentes sobre a experiência dos clientes, e identifica onde existem falhas entre as duas partes.

Ø Assim como os consumidores, os gerentes afirmam que quase todas as qualidades pessoais desempenham um papel importante em impactar a satisfação do cliente.

Ø Gerentes de contact centers têm uma percepção dilatada da frequência que ultrapassam as expectativas dos consumidores, dizendo que os consumidores estão duas vezes mais satisfeitos com os serviços do que realmente afirmam.

Ø Gerentes de contact centers afirmam que atendem as expectativas dos clientes três vezes menos que os consumidores reportam.

Ø 78% dos gerentes de contact centers afirmam que resolvem plenamente problemas com dois contatos, em comparação com 54% dos consumidores no Brasil.

Ø Gerentes acreditam que os consumidores estão mais satisfeitos do que dizem, para todos exceto três atributos de tecnologia e eficiência: opções múltiplas para contatar agentes, resolução plena do problema sem transferir a chamada, e acesso a um agente a partir de um web site.

Serviço:

Um sumário executivo abrangente sobre o índice está disponível em http://www.aspectindex.com./index_na


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