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Onze mil empresas terão
de adotar Sped Contábil até 30 de junho
21-05-2009
Até o dia 30 de junho, cerca de 11 mil empresas
relacionadas pelo Conselho Nacional de Política
Fazendária (Confaz) deverão concluir a
adoção do Sped Contábil (Sistema
Público de Escrituração Digital
da área contábil).
Estão obrigadas a se adequar ao SPED as pessoas
jurídicas sujeitas à tributação
do Imposto de Renda com base no lucro real e que estiverem
enquadradas no Acompanhamento Econômico-Tributário
Diferenciado, em relação ao ano-calendário
2008. Estima-se que aproximadamente 11 mil empresas
se encaixam nessas exigências, principalmente
aquelas que faturaram, em 2006, acima de R$ 60 milhões,
um dos requisitos para estar no acompanhamento econômico-tributário
diferenciado.
O Sped Contábil substituirá os Livros
Contábeis Razão e Diário. “Muitas
empresas ainda não se adequaram ao novo sistema,
pelos entraves tecnológicos. Em um momento de
redução de investimentos por conta da
crise econômica mundial, a implantação
do sistema representa um gasto considerável,
mas necessário”, explica Glauco Pinheiro
da Cruz, diretor do Grupo Candinho Assessoria Contábil,
e presidente do SESCONAPI (Sindicato das Empresas de
Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento,
Perícias, Informações e Pesquisas
do Grande ABC).
Os empresários enquadrados devem agir com rapidez
para não perder o prazo de adequação
e de envio dos documentos. De acordo com Pinheiro da
Cruz, a adoção do SPED exige tanto a adequação
dos softwares, o que pode tornar o processo ainda mais
lento, como o preenchimento correto dos formulários
eletrônicos. Para não perder o prazo, o
especialista aconselha as áreas administrativas
das empresas a agirem em sintonia com seus contadores,
facilitando o trânsito dos documentos necessários.
De acordo com um levantamento realizado pela consultoria
everis, de 88 empresas que estão entre as 500
maiores do país apenas 11% concluíram
a implantação do Sped Fiscal e apenas
10% já implantaram o Sped Contábil. As
informações fiscais (Sped Fiscal) deverão
ser entregues apenas a partir de setembro. O envio dos
documentos foi prorrogado pela Receita Federal duas
vezes, devido às dificuldades de as empresas
se adequarem às novas exigências.
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