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Confiança dos
consumidores estabiliza-se ao redor do mundo
24-06-2009
Depois de cair por 18 meses seguidos, a confiança
do consumidor global começa a estabilizar-se.
É o que revela a 5ª onda do Global@dvisor,
pesquisa semestral realizado pela Ipsos, multinacional
francesa de pesquisa. O estudo online foi realizado
entre os dias 14 de abril e 7 de maio, com 23 mil consumidores
de 23 países, Brasil inclusive.
O número de consumidores que consideram que
a situação econômica de seus respectivos
países é muito boa ou razoavelmente boa
tem se estabilizado, com uma pequena quebra de 2% entre
novembro de 2008 e abril de 2009 (passando de 31% para
29%). Essa queda havia sido de 12% no semestre anterior,
e de 11% entre outubro de 2007 e abril de 2008.
Alguns países, como os EUA, apresentaram crescimento
na confiança dos consumidores. O número
de americanos que consideram muito boa ou razoavelmente
boa a situação econômica do país
subiu entre novembro de 2008 e abril deste ano (passou
de 11% para 13%) após três semestres de
quedas sucessivas. Este desempenho pode ter sido impulsionado
pela eleição de Barack Obama. China e
Índia apresentaram os maiores crescimentos no
período: 15% (de 46% para 61%) e 5% (de 65% para
70%), respectivamente.
Já na maior parte dos países da Europa
e América Latina (incluindo o Brasil) foram registradas
quedas na confiança, mesmo que, na maioria dos
casos, sejam muito inferiores às apresentadas
nas pesquisas anteriores. Na Europa, apenas a Itália
dá sinais de crescimento (passou de 10% para
17% no período). O Brasil, único dos 23
países que havia apresentado aumento da confiança
entre abril e novembro de 2008, agora teve queda de
5% (passando de 61% para 56%), o que demonstra que o
consumidor brasileiro começou a sentir os impactos
da depressão econômica mundial.
Outro dado trazido pelo estudo é de que 40%
dos consumidores acreditam que os culpados pela turbulência
econômica global são os bancos e profissionais
financeiros. Outros 16% culpam a administração
de George W. Bush e 11% acham que o governo dos Estados
Unidos é o principal responsável pela
crise.
O estudo revela ainda que, em resposta à turbulência
econômica, a maioria dos consumidores entrevistados
(73%) cortaram suas despesas domésticas. Estes
cortes, no entanto, mantiveram-se constantes nos últimos
dois semestres, o que pode ser mais um indicador da
estabilização da confiança do consumidor.
Gastos "não-essenciais", como entretenimento,
férias e luxo, são os primeiros a serem
cortados (o que disseram ter feito 74%, 71% e 70% dos
entrevistados, respectivamente). Em seguida, aparecem
os gastos com vestuário (61%), consumo de energia
(53%) e gasolina/dirigir (42%).
A última rodada da pesquisa nos seguintes países:
Estados Unidos, Canadá, Brasil, México,
Argentina, Coreia do Sul, China, Japão, Austrália,
Índia, Rússia, República Tcheca,
Polônia, Hungria, Turquia, Suécia, Itália,
Holanda, Bélgica, Alemanha, França, Espanha
e Grã-Bretanha. Foram ouvidas 23 mil pessoas
(mil de cada país), balanceadas por idade, sexo,
população da cidade e escolaridade. A
margem de erro é de 3,1% para mais ou para menos.
Site: www.ipsos.com.br
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