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Governança corporativa
ganha peso em cenário de risco
25-06-2009
Uma pesquisa com empresas e organismos investidores
do mercado de capitais detectou aumento da importância
da Governança Corporativa em função
da crise, o que alinha a administração
das empresas com os interesses dos investidores, acionistas
e mercados. Segundo o estudo, 73% dos respondentes afirmaram
que a abrangência da Governança é
um dos fatores importantes na decisão de investimento,
facilitando assim o exercício do monitoramento
e do controle nas corporações. De acordo
com o levantamento, 83% dos investidores consideram
fundamental também a existência de política
de controle e avaliação de riscos.
A maioria dos profissionais de RI (76%) aponta que a
adoção de melhores práticas de
governança corporativa é um grande desafio
a ser incentivado diante do novo contexto econômico.
Para 59% deles, os canais e a qualidade da comunicação
também têm papel importante, proporcionando
e conduzindo transparência aos mercados de ativos
corporativos.
Nesse contexto, avalia-se a crescente demanda por transparência
onde as empresas precisariam intensificar as várias
práticas de governança para se tornarem
mais atraentes para seus investidores. De acordo com
o estudo, 79% dos investidores informaram que necessitam
de canais de informação para avaliar corretamente
o valor das companhias presentes em seus portfólios.
A adoção de uma política de gestão
de riscos por parte das empresas foi apontada como fator
extremamente importante. No momento, essa política
é adotada por 61% das companhias. Mais da metade
dos respondentes sinalizou que um dos objetivos dessa
medida é atender às melhores práticas
de Governança.
Na avaliação dos investidores, a geração
e manutenção de resultados e a liquidez
ou fácil negociabilidade dos papéis serão
atributos melhor avaliados nas decisões de investimento
quando ocorrer a retomada do mercado de capitais. Num
cenário para os próximos dois a três
anos, os investidores pontuaram algumas expectativas
positivas como a retomada do mercado de capitais, a
elevação dos investimentos estrangeiros
e a disponibilidade do crédito. A maioria acredita
que a redução da taxa de juros (87%) se
manterá, o que é um sinal para a retomada
do crescimento.
A Comunicação vem ganhando espaço
cada vez mais estratégico dentro das corporações
e sendo encarada como ferramenta extremamente importante
na geração de confiança em um cenário
de riscos, sendo que 67% dos entrevistados apontaram
a comunicação eficaz como fator decisivo.
Os profissionais de RI consideram de extrema relevância
-para agregação de confiança em
um cenário de riscos- a manutenção
de um fluxo de informações para os investidores,
segundo 56% dos respondentes, e a divulgação
de informações relevantes ao mercado em
geral, conforme apontado por 54% dos RI’s.
Dos RIs que responderam a pesquisa, 81% consideraram
relevante o estabelecimento de um plano de comunicação
duradouro; 78% a elaboração de informações
agregadoras de conhecimento e 78% a centralização
das informações e declarações.
Os RIs indicam, portanto, a visão de que não
basta comunicar, mas de que é preciso levar as
informações com eficácia, de forma
estratégica e em linha com um plano de comunicação.
Conforme as respostas dos profissionais de RI, as quatro
grandes tendências das Relações
com Investidores na nova conjuntura econômica
são: aperfeiçoamento da Governança
Corporativa (63%), aumento da posição
estratégica do RI (56%), identificação
dos perfis dos investidores e segmentos (57%) e participação
ativa no enquadramento às novas práticas
internacionais contábeis (54%).
O IBRI (Instituto Brasileiro de Relações
com Investidores) e a Deloitte divulgaram o estudo Confiança
em um cenário de riscos durante a 11ª edição
do Encontro Nacional de Relações com Investidores
e Mercado de Capitais. Segundo dados da pesquisa, 115
organizações responderam ao questionário:
54 empresas representadas por seus profissionais de
RI e 61 organismos investidores.
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