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Estudo do IBGE traz evolução
da indústria de 2003 a 2007
26-06-2009
A indústria brasileira reduziu pouco as diferenças
econômicas entre as regiões e os ganhos
continuam concentrados em apenas seis setores, que,
somados, representam mais da metade de todo o valor
produzido no país. Os dados fazem parte da Pesquisa
Industrial Anual (PIA) referente ao período entre
2003 e 2007, divulgada pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
"Em termos regionais, há um ligeiro ganho
de participação do Nordeste, Centro-Oeste
e Norte, com a perda de importância das regiões
Sudeste e Sul no que se refere ao emprego e à
diminuição da diferença do salário
médio", afirmou o economista André
Macedo, da Coordenação de Indústria
do IBGE.
De 2003 a 2007, o número de empresas no país
subiu de 138,9 mil para 164,3 mil, um crescimento de
18%. O número de trabalhadores passou de 5,9
milhões para 7,2 milhões, um aumento de
22%. O Sudeste e o Sul, somados, concentram 80,3% do
número de unidades industriais. As demais regiões
– Nordeste, Centro-Oeste e Norte – são
responsáveis por 19,7%.
Entre os setores que mais geraram ganhos, estão
os de refino de petróleo e produção
de álcool, com 15,3% do total; alimentos, com
12,2%; e produtos químicos, incluindo farmacêuticos,
com 10,3%. Junto com fabricação de automóveis,
com 8,5%; metalurgia básica, com 7,9%; e máquinas
e equipamentos, com 6%; respondem por 60,2% de toda
a produção industrial brasileira.
A comparação entre 27 diferentes setores
da indústria mostrou que o período foi
de ganhos desiguais para cada segmento. Desse total,
11 apresentaram melhora no número de trabalhadores
empregados, dez reduziram o quadro de empregados e cinco
permaneceram estáveis.
Entre os setores que mais contrataram estão
as indústrias automotiva, de alimentos, vestuário
e refino de petróleo. Já entre os que
mais demitiram estão os de calçados, borracha
e plástico, produtos químicos, madeira
e têxtil.
De acordo com o economista do IBGE, dois fatores influenciaram
especialmente essas diferenças: a abertura às
importações e o câmbio. "Os
setores que mostram um desempenho menos favorável
são, principalmente, os mais intensivos em mão
de obra. São segmentos mais tradicionais, que
estão sujeitos à competição
no mercado interno e externo. Havia uma entrada maior
de produtos estrangeiros que afetava a competição
e o câmbio desfavorável afetava sua inserção
no mercado internacional", disse.
Um dado que chamou a atenção do economista
é o peso que certos produtos têm em nível
regional. Ele destacou a importância da exploração
de madeira nos estados do Norte e do Centro-Oeste. O
setor representa a segunda principal atividade econômica
em Rondônia, no Acre, em Roraima, no Amapá
e em Mato Grosso.
Segundo ele, como na maior parte dos casos a atividade
é ilegal e não sustentável, no
futuro próximo a economia desses lugares poderá
sofrer um colapso. "A questão ambiental
tem uma relação com o futuro da atividade.
A preservação e o replantio são
fundamentais para a sustentação no futuro."
(Agência Brasil)
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