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Como se portar na seleção
de pessoas com deficência
28-04-2009
Segundo Carolina Ignarra, palestrante da Associação
Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e
consultora do Movimento Incluir, grande parte das empresas
do país cresceu e se desenvolveu sem ter em seu
quadro de funcionários pessoas com deficiência.
“Este tipo de profissional passou a ser contratado
a partir de 1999, pelo Decreto 3.298 que regulamentou
a Lei de Cotas 8.213/91”.
“De 2001 a agosto de 2008, evoluímos muito
em termos de contratação. No início
tínhamos cerca de 12 empresas contratando 600
deficientes no estado de São Paulo. Hoje, temos
cerca de 6 mil empresas que contratam mais de 82 mil
pessoas. Atualmente, 101 mil estão trabalhando
no Brasil, sendo que deste número 43% são
pessoas com deficiência física, 33% auditivos,
10% são profissionais reabilitados, 6% visuais,
4% mentais e 1% com deficiências múltiplas”,
diz Carolina.
A tendência é que os números continuem
a crescer paulatinamente. Para ajudar as empresas nesses
processo, a especialista informa detalhes que devem
ser levados em conta no momento da entrevista de acordo
com o tipo de deficiência da pessoa:
1) Deficiência visual
Conduzir é orientar a locomoção;
Ao indicar uma cadeira coloque as mãos do cego
no encosto;
Atente-se aos obstáculos que ficam pendurados;
Mantenha as áreas comuns desobstruídas;
Permita a entrada de cão guia;
Palavras como “olhe” ou “veja”
podem ser usadas naturalmente;
Reserve vagas no estacionamento;
Coloque um segurança à disposição
para acompanhar a pessoa;
2) Deficiência física
Em conversas prolongadas, procure sentar;
Nunca apóie quem usa cadeiras de rodas, muletas,
bengalas e andadores, a não ser que a pessoa
peça;
Mantenha as muletas, bengalas e cadeira de rodas próximas
da pessoa;
Se não entender o que a pessoa disse, peça
para repetir;
Espere para cumprimentar;
Palavras como “corra” ou “ande”,
utilize naturalmente;
Mantenha sempre o contato visual;
Escolha salas sem informações visuais
(quadros, por exemplo).
3) Deficiência auditiva
Não adianta gritar;
Chame a atenção da pessoa colocando-se
em seu campo de visão;
Fale pausadamente e articulando as palavras;
Simplifique o vocabulário, facilite a comunicação;
Gestos, mímicas, bilhetes, desenhos podem ser
utilizados. Seja criativo;
Faça perguntas simples e diretas;
Seja claro ao passar informações;
4) Deficiência intelectual
Geralmente são muito carinhosas. Não
as trate de maneira infantilizada;
Não subestime seu potencial de desenvolvimento
e aprendizagem;
Podem ser mais lentos;
Permita que o deficiente intelectual tome decisões;
Explique as tarefas, mostre como fazer e peça
para ele repetir;
Segundo o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), 24,6 milhões de
pessoas são deficientes, o que corresponde a
14,5% da população. Deste número,
48,10% são pessoas com deficiência visual
, 27,10% são pessoas com deficiência física,
16,6% são pessoas com deficiência mental,
8,2% são pessoas com deficiência auditiva.
Cerca de 46% da população com deficiência
são moradores de cidades com mais de 100 mil
habitantes. No Nordeste, estão concentrados 16,8%,
14,7% no Norte, 14,3% no Sul, 13,9% no Centro-Oeste
e 13,1% no Sudeste. No Brasil, 10 mil pessoas adquirem
deficiência por mês, 46% por acidentes envolvendo
arma de fogo, 24% em acidentes de trânsito e 30%
em outras situações.
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