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Volta a crescer o otimismo
dos economistas em relação à economia
29-06-2009
Pela terceira vez consecutiva, os economistas estão
mais confiantes em relação à economia
devido a um cenário mais seguro, aponta o Índice
de Sentimento dos Especialistas em Economia (ISE), de
junho, realizado pela Fecomercio em parceria com a Ordem
dos Economistas do Brasil (OEB). No mês, o índice
teve aumento de 3,7% em relação a maio,
passando de 92,4 pontos para 95,8 pontos. Em relação
a junho do ano anterior, a elevação foi
de quase 1%.
“A expectativa de crescimento do nível
de atividade interna, da oferta de crédito ao
consumidor e uma queda da inflação foram
as razões para a elevação do indicador
em junho”, diz Guilherme Dietze, economista da
Fecomercio. Mesmo com esse resultado, o ISE permanece
no campo do pessimismo, ou seja, abaixo de 100 pontos.
Segundo Dietze, a melhora da avaliação
dos economistas em relação a esses fatores
deve-se aos dados divulgados recentemente do Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro, referentes ao primeiro
trimestre de 2009, que apresentou resultado melhor do
que o esperado, da redução da taxa básica
de juros (Selic), que influencia positivamente o aumento
da concessão de crédito, e dos dados inflacionários
ficando abaixo das expectativas de mercado.
De acordo com os dados deste mês, subiram de
três para cinco os itens que ficaram no patamar
de otimismo. Os dois que voltaram ao nível acima
dos 100 pontos foram Taxa de Inflação
(109,7) e Oferta de Crédito ao Consumidor (107,3)
e se juntaram com Cenário Internacional (133,8),
Nível de Atividade Interna - PIB (128,2), Taxa
de Câmbio (117,2).
Os que permanecem no patamar de pessimismo de acordo
com os economistas são: Nível de Emprego
(87,9), Salários Reais (77,2), Taxa de Juro (68,1)
e Gastos Públicos (34,1). Este último
continua, desde o início da série, como
a pior avaliação e ainda apresentou na
margem uma queda próxima a 11%.
Em relação à Taxa de Juros, por
mais que tenha havido uma queda e influenciado positivamente
o item Oferta de Crédito, os economistas ainda
consideram inadequado para economia tanto na avaliação
atual (51,5) quanto na futura (84,6).
Na análise dos dois sub-índices do ISE,
percebe-se uma pressão positiva maior do Índice
Atual, que apesar de permanecer no patamar de pessimismo
(77,7), apresentou alta de 8,9% em relação
a maio. Já o Índice Futuro ficou perto
da estabilidade com 0,5% chegando aos 113,4.
Segundo Dietze, os números apresentados mostram
que os economistas estão com um otimismo moderado
em relação à situação
futura da economia e ainda cautelosos nas questões
atuais, mas na margem apresentam melhora de forma mais
expressiva, aproximando cada vez mais as duas avaliações.
”Esse resultado demonstra uma maior estabilidade
da economia”, finaliza Dietze.
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