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Estudo mostra tendências
para sistemas de remuneração
30-06-2009
O Hay Group, em parceria com a WorldatWork, concluiu
estudo que identificou as futuras práticas de
remuneração das organizações.
Segundo a pesquisa, 57% delas pretendem aumentar o seu
foco no engajamento dos colaboradores em seus programas
de recompensa durante os próximos dois a três
anos, enquanto 64% também se concentrarão
no valor motivacional dos programas de remuneração.
Foram ouvidas 763 organizações em 66 países.
A atual métrica de performance dos programas
de remuneração, revela o estudo, é
mais focada no desempenho financeiro do que no engajamento
do empregado. Das empresas ouvidas, 71% admitem usar
medidas de performance financeira para criar suas estratégias
de recompensa. Outras avaliações de desempenho,
tais como a satisfação do cliente, inovação,
gestão de talentos e engajamento ocupam menos
de 40% do foco atual das organizações.
Dentre essas métricas, 57% as companhias afirmam
que no futuro avaliarão a performance do engajamento
do colaborador. "Começamos a ver uma forte
tendência em atingir um melhor equilíbrio
entre a gestão financeira e os aspectos motivacionais
de recompensa", afirma Carlos Henrique Siqueira,
líder da prática Remuneração
do Hay Group para a América do Sul.
"A desaceleração global levou organizações
mundiais a dar maior atenção sobre a maneira
de envolver e motivar os trabalhadores," afirma
Siqueira. "No entanto, durante períodos
em que os orçamentos estão mais apertados,
manter a força de trabalho envolvida é
mais difícil do que nunca. Em tempos difíceis,
é fundamental que os empregadores lembrem do
poder motivacional da remuneração intangível,
o papel do gerente de linha em estabelecer um bom clima
de trabalho e a importância da comunicação
eficaz com os empregados."
É por isso que alavancar importantes recompensas
não-financeiras, tais como oportunidades de carreira
e desenvolvimento (60% maior foco), melhor clima de
trabalho (53% maior foco) e reconhecimentos não-financeiros
(52% maior foco) serão os elementos-chave dos
programas de remuneração das companhias
pesquisadas nos próximos dois a três anos.
Além disso, 44% dos entrevistados planejam usar
a remuneração para reforçar uma
cultura de criatividade e inovação - esses
dois itens são focados hoje somente por 25% das
companhias. E dois terços (67%) delas concentrará
esforços na melhoria da capacidade de seus gerentes
de linha para gerir eficazmente o relacionamento do
pagamento-por-performance com os colaboradores, e sobre
o papel dos gerentes de linha na comunicação
da remuneração total.
O estudo também constatou que 57% das empresas
pretendem aumentar seu foco futuro em medir regularmente
o retorno do seu investimento total em recompensa –
hoje apenas 20% dos pesquisados mede regularmente o
retorno do seu investimento em remuneração.
"O problemas com o capital financeiro levaram
as organizações a terem uma atenção
maior sobre o valor do capital humano", afirma
Siqueira. "As organizações estão
aprendendo a tratar seus colaboradores como ativos e
não como custos, e a investir estrategicamente
em talento explorando seus programas de remuneração”.
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