Crescem as exportações brasileiras para a China

30-06-2009

As exportações brasileiras para a China cresceram 62,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2008. Com vendas de US$ 3,39 bilhões e importações de US$ 3,61 bilhões, o déficit da balança comercial do Brasil com os chineses caiu para US$ 220 milhões, ante os US$ 2,05 bilhões registrados em igual período de 2008. “Esse resultado deveu-se à forte recuperação das exportações brasileiras para a China após o fraco desempenho do fim de 2008, que se seguiu à eclosão da crise financeira internacional”, afirma o Observatório
Brasil-China do primeiro trimestre de 2009, divulgado pela Confederação Nacional Indústria (CNI).

A publicação trimestral mostra que a participação da China no total das exportações brasileiras subiu para 10,89% nos 12 meses encerrados em março de 2009. Os chineses estão dando preferência para a importação de produtos básicos brasileiros, que representaram 74% das vendas para aquele país no primeiro trimestre deste ano, enquanto que os semimanufaturados equivaleram a 18% e os manufaturados, 8%. “O capítulo minérios, escórias e cinzas respondeu por mais da metade das exportações do Brasil para a China. Em seguida vêm sementes e frutos oleaginosos, com 16,4% do total”, diz o estudo.

O Observatório informa ainda que a concorrência com os chineses está se acirrando nos principais mercados dos produtos industrializados brasileiros. De 2003 até o final do primeiro trimestre de 2009, a participação da China nas importações dos Estados Unidos aumentou 4,82 pontos percentuais, enquanto que a brasileira cresceu apenas 0,04 pontos percentuais.

Os chineses também estão avançando sobre o mercado brasileiro na Argentina. “A participação brasileira nas importações argentinas atingiu o auge em 2006, com 35,9% do total, considerando dados anuais acumulados para os 12 meses de abril de 2008 a março de 2009. Desde então, os exportadores brasileiros perderam seis pontos percentuais de participação, enquanto os chineses ganharam 6,4 pontos percentuais no mercado argentino”, informa a publicação da CNI.

O mesmo ocorre no México. “A participação de produtos brasileiros nas importações mexicanas está em queda desde 2006, quando atingiu o auge de 2,34%. Naquele ano, os fornecedores chineses foram responsáveis por 8,06% do total das compras mexicanas”, diz o Observatório Brasil-China.


Leia Também:

CANAL EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob encomenda

Volta a crescer o otimismo dos economistas em relação à economia

São Paulo concentra maior número de trabalhadores informais

Veja valores de aluguel de imóveis para férias de Inverno

Estudo do IBGE traz evolução da indústria de 2003 a 2007

Governança corporativa ganha peso em cenário de risco

Confiança dos consumidores estabiliza-se ao redor do mundo

Homem compra mais aparelho eletrônico que a mulher

Comércio brasileiro faturou R$ 1,26 trilhão em 2007, diz IBGE

IPI reduzido aguçou apetite do carioca por produtos da linha branca

Usuários de dispositivos móveis incomodam a maioria

Na hora de alugar, placa na porta ainda dá resultado

Venda de imóveis novos em SP manteve ritmo estável em abril

Agricultura familiar tem outros papeis, além do produtivo

Clique Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia Todas as Últimas Notícias