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Pequena empresa tem baixa
preocupação com gestão de pessoas
01-10-2009
Uma pesquisa promovida pela Associação
Brasil de Recursos Humanos ABRH-Nacional evidencia que
ainda é baixa, no Brasil, a preocupação
de pequenas e médias empresas com o tema gestão
de pessoas.
Entre os congressistas do Conarh, ou seja, pessoas
que pagaram para assistir as palestras de especialistas
no tema, a maioria absoluta (52%) era de empregados
de empresas do setor privado, que ocupam cargos de gestão
(71%), atuam no RH (88%) e trabalham em empresas com
mais de 500 empregados (65%).
O número muda pouco no que diz respeito aos
visitantes, ou seja, aquelas pessoas que visitaram a
feira de negócios e as palestras de expositores
e que tiveram acesso gratuito ao evento. Neste segmento,
a maioria absoluta segue sendo de empregados de empresas
privadas (55%), que ocupam cargo de gestão (44%),
atuam no RH (68%) e trabalham em empresas com mais de
500 empregados (40%).
Segundo Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional,
os dados revelam que as grandes empresas já se
aperceberam da gestão de pessoas para o desenvolvimento
satisfatório dos negócios, inclusive como
diferencial competitivo, uma mensagem que ainda não
contagiou de modo significativo as pequenas e médias
empresas.
“Mais de 90% das cerca de 6 milhões de
empresas no Brasil são pequenas e médias
e de administração familiar, que costumam
ter metodologias de gestão de pessoas diretamente
associadas aos modos como os donos das empresas enxergam
essa questão. Isso é preocupante, pois
é sabido que o Brasil tem uma cultura autocrática,
do 'manda quem pode, obedece quem tem juízo',
que vem a ser, exatamente, o pior modelo de gestão
de pessoas", diz ele.
"Os dados mostram, claramente, que as pequenas
empresas, mesmo quando podem ganhar conhecimento em
eventos de gestão de pessoas gratuitos, como
a EXPO ABRH, não aparecem em grande número”.
Esse quadro se torna ainda mais preocupante, avalia
a entidade, quando se observa que entre os visitantes
da EXPO ABRH, exatamente aqueles que têm acesso
gratuito, 53% não têm cargos de gestão
de pessoas e são profissionais que almejam uma
ascensão na carreira ou buscam recolocação
no mercado.
Para o presidente da ABRH-Nacional, embora se acredite
que a valorização das pessoas é
um movimento que já toma conta das empresas de
modo geral, essa não é uma realidade que
possa ser extrapolada para todas as empresas do país,
pois a grande maioria delas, no universo das pequenas
e médias, têm modelos de gestão
de pessoas ainda primitivos.
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