Estudo detalha negócios entre pequenas e grandes empresas

03-12-2009

Quase metade (43%) das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas venderam para médias e grandes empresas em 2009. Essas últimas responderam por 21% do faturamento das MPEs em 2009.

Já no sentido inverso, 73% das MPEs paulistas compraram de grandes empresas em 2009. As grandes empresas responderam por 45% do valor das compras das MPEs em 2009.

Essas são as principais conclusões da pesquisa “A Relação das MPEs com as Médias e Grandes Empresas”, realizada pelo Sebrae-SP entre setembro e outubro deste ano. A pesquisa apresenta a percepção dos donos de micro e pequenas empresas na relação com médias e grandes. A pesquisa foi estruturada em três grandes blocos: a grande empresa como cliente, como fornecedora e atuando no mesmo mercado (concorrência).

Foram consideradas como médias e grandes as empresas da indústria com 100 ou mais empregados e as empresas de comércio e serviços com 50 ou mais empregados. Os resultados foram ponderados pela participação de cada setor no universo das MPEs paulistas: comércio (53%), serviços (35%) e indústria (12%).

“O primeiro dado que chama a atenção é que na relação entre pequenas e grandes, as vendas para grandes empresas provavelmente têm um caráter esporádico”, comenta o consultor do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves, coordenador da pesquisa. A maior parte da receita total das empresas foi para o consumidor final (54%).

Entre as MPEs que vendem para grandes empresas, a principal dificuldade apontada pelas empresas na venda para esse mercado é a fixação de um preço de venda lucrativo, citada por 84% das micro e pequenas empresas. Um total de 18% das MPEs trabalham como terceirizadas de grandes empresas e 8% vendem para um cliente único.

Considerando somente as pequenas que vendem para grandes empresas, observa-se a predominância da indústria (44%) entre os clientes da pequena empresa. Uma parcela de 29% vendeu para o setor de serviços e 24% para o comércio (sendo 14% varejo e 10% atacado).

Outra constatação é que a micro e pequena não tem uma política específica para vender para grandes empresas. A maioria das MPEs (72%) declara não ter uma estratégia diferenciada para vender para grandes empresas. Entre as que têm alguma estratégia de venda para grandes empresas, a mais usada é a atenção no atendimento, citada por 11%.

No grupo das pequenas que vendem para grandes empresas, os meios de contato mais utilizados para vendas são: as visitas aos clientes (86% de importância “grande” ou “média”) e o uso do telefone (76%).

Entre os que vendem para grandes empresas, os fatores considerados mais importantes para vender são a rapidez na entrega (99% de importância “grande” ou “média”) e a qualidade dos produtos e serviços (96%). “Isso indica que a grande empresa é provavelmente um cliente exigente quanto ao prazo de entrega e à qualidade do produto e serviço prestado”, analisa Gonçalves.

Entre as micro e pequenas que não vendem para grandes empresas, a maior dificuldade apontada é a falta de escala de produção ou vendas do segmento. Essa dificuldade foi citada como de importância “grande” ou “média” por 48% das MPEs que não vendem para grandes empresas.

“A baixa escala das operações foi apontada como o principal fator para vender para grandes empresas. Uma alternativa para contornar essa dificuldade seria o uso de algum mecanismo associativo entre as pequenas”, ressalta Gonçalves. Entretanto, a grande maioria (91%) das pequenas empresas diz não realizar nenhuma parceria com outras empresas para vender. Da mesma forma, a maioria das MPEs (96%) não tem parcerias para comprar das grandes empresas.

Médias e grandes como fornecedoras

Uma parcela de 17% das MPEs atuam como representantes comerciais, 12% trabalham em assistência técnica ou revendedoras autorizadas e 2% atuam como franqueadas.

“No total, podemos observar que 42% das MPEs atuam em alguma relação diferenciada no mercado, como terceirizadas, representantes comerciais, assistência técnica ou franqueada”, ressalta Gonçalves.

As micro e pequenas que compram de grandes empresas consideram a qualidade dos produtos e serviços – mencionada com importância “grande” ou “média” por 98% das MPEs –, a rapidez na compra e o preço – ambos com 96% – como os fatores mais importantes para essa decisão.

As visitas de vendedores de grandes empresas (74% de importância grande ou média) e o uso do telefone (73%) são os meios de contato considerados mais importantes no processo de compra.

O principal entrave para a compra é a não-obtenção de condições de pagamento adequadas, citada como dificuldade grande ou média por 76% das MPEs.

Para as pequenas empresas que não compram de grandes empresas, a maior dificuldade apontada é o fato de que as MPEs compram em pequenas quantidades. Essa dificuldade foi citada com importância grande ou média por 63% da empresas ouvidas.

Médias e grandes como concorrentes

Uma parcela de 65% das MPEs informa que há grandes empresas concorrentes em seus mercados de atuação. Porém, na prática, 57% consideram que a presença das grandes não prejudicou nem beneficiou sua empresa.

Outros 33% das MPEs consideram que foram prejudicadas pela concorrência com grandes empresas. Um grupo de 10% se dizem beneficiadas pela concorrência com grandes empresas.

Entre as MPEs que se consideram beneficiadas pela concorrência, 75% consideram que a presença de grandes empresas estimula a competitividade no setor.

Entre as MPEs que se consideram prejudicadas pela concorrência, 68% consideram que o principal motivo para isso é o fato das grandes empresas venderem a preços menores.

Serviço:

O estudo completo está disponível no portal do Sebrae-SP (www.sebraesp.com.br).

Links úteis aos usuários

Clique aqui e compare preços de produtos e serviços de gestão

Clique aqui e compare preços de centenas de produtos


Leia Também:

CANAL EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob encomenda

Empresas apostam em educação para cortar gasto com saúde

Vendas de PCs no varejo no 3º tri bateram recorde

Estudo mostra como média e alta gerências usam as mídias sociais

Maioria dos brasileiros acredita em seus líderes corporativos

Estudo comprova que MBA melhora salário e posição na carreira

Estudo traça o perfil de consumo da elite brasileira

Diminuem as desigualdades raciais no emprego, aponta Dieese

Setor sucroenergético representa 4,6% do PIB e emprega 4,2 milhões

Volume financeiro das fusões e aquisições até 3º tri cresceu 33%

Mulheres dão mais importância ao trabalho que homens

Estudo mede nível de felicidade dos profissionais brasileiros

Vagas para executivos caíram 30% em outubro

Preço e facilidade de acesso pesam mais nas compras online

Cresce número de profissionais que passam por coaching

Estudo revela papel dos temporários no mercado de trabalho

Estudo revela importância de se usar tecnologia educadamente

CIO brasileiro está cada vez mais alinhado ao negócio

Terno escuro e cabelo curto fazem diferença na entrevista

Checagem de referência com ex-patrão cresce conforme o nível

Clique Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia Todas as Últimas Notícias