Indústria mantém recuperação sem pressionar preços, avalia CNI

05-11-2009

A indústria teve em setembro mais um mês de recuperação, com crescimento em quatro das cinco variáveis dos Indicadores Industriais, pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. O único índice que teve recuo foi a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), de 80,2% em agosto para 79,8% em setembro. “Isso demonstra claramente que a indústria tem folga para atender o esperado aumento da demanda sem pressionar os preços”, explicou Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI.

O faturamento real da indústria, indicador que registra as vendas do período, cresceu 5,3% em setembro ante agosto no índice original e 1% no dessazonalizado (livre de influências sazonais e do efeito calendário). “Os Indicadores de setembro estão confirmando a recuperação do setor, mas a indústria ainda está longe de voltar aos níveis do ano passado”, salientou Castelo Branco.O faturamento real tem queda de 7,5% no acumulado deste ano em relação ao mesmo período de 2008.

O resultado diferente dos Indicadores Industriais de setembro é o crescimento das horas trabalhadas na produção, ressaltou o economista. “É um dado interessante, que mostra que a recuperação deve persistir nos próximos meses”, afirmou. Ele explicou que normalmente quando as horas trabalhadas na produção estão em alta, o setor registra crescimento nos meses seguintes.

Esse indicador subiu 1,6% no índice original e 0,4% no dessazonalizado. Na comparação com setembro do ano passado, há queda de 10,4%. No acumulado do ano, o recuo é de 9,1% ante o mesmo período de 2008.

O emprego industrial teve a segunda expansão mensal seguida. “A continuidade na recuperação do emprego na indústria denota que saímos do fundo do poço, que o pior já passou”, disse Flávio Castelo Branco. Em setembro, o emprego cresceu 0,8% ante agosto no indicador original. No dessazonalizado, subiu 0,2%. Na comparação com setembro do ano passado, o emprego registrou queda de 4,8%. De janeiro a setembro deste ano, registra queda de 3,5% ante igual período do ano passado.

A massa salarial real teve aumento de 2,7% em setembro ante agosto, mas queda de 3,9% sobre o mesmo mês de 2008. “A recuperação da massa salarial ajuda na manutenção do crescimento, porque melhora o poder de compra do trabalhador”, explicou Castelo Branco.

A UCI da indústria de transformação ficou em 79,8% em setembro no indicador dessazonalizado. Ficou abaixo tanto do resultado de agosto (80,2%) quanto do de setembro do ano passado (83%).

Links úteis aos usuários

Clique aqui e compare preços de produtos e serviços de indústria

Clique aqui e compare preços de centenas de produtos


Leia Também:

CANAL EXECUTIVO possui serviço de pesquisa sob encomenda

Estudo revela papel dos temporários no mercado de trabalho

Estudo revela importância de se usar tecnologia educadamente

Empresas líderes em inovação investiram mais mesmo na crise

Confiança do consumidor brasileiro é a 4ª maior do mundo

Computador e TV ocupam horas de lazer de 49% dos jovens

São Paulo concentra quase 60% das vendas em volume de panetone

CIO brasileiro está cada vez mais alinhado ao negócio

Terno escuro e cabelo curto fazem diferença na entrevista

Checagem de referência com ex-patrão cresce conforme o nível

Desafios, liberdade e chance de crescer motivam mais que salário

Em meio à crise, ganho dos executivos financeiros cresce menos

Estudo mostra como líderes se percebem e como são percebidos

Homens trabalham 3 horas a mais por semana que as mulheres

Vídeo -Brasília é a cidade de maior renda do país, revela IBGE

Estudo detalha reflexos da falta de sono em executivos

Clique Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia Todas as Últimas Notícias