Salário médio dos contratados em setembro em SP caiu ante agosto

05-11-2009

O Observatório do Emprego e do Trabalho, indicador da Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), registra que em setembro - em relação a agosto - houve queda do número de vagas geradas, continuidade da recuperação industrial e aumento da contratação de trabalhadores que terminaram o Ensino Médio.

O saldo de novos postos formais de trabalho foi positivo em 59.547 vagas - o que representa cerca de 76,35% do número registrado em agosto (+ 77.983).

A indústria - que gerou 20 mil vagas em setembro e 10 mil no mês anterior – compensou perdas em outras áreas, como comércio (11.582 ante 25.167 em agosto), educação (2.216 ante 8.025) e construção (8.044 ante 10.492).

Mais de 71% das vagas geradas em setembro foram ocupadas por pessoas com Ensino Médio Completo - proporção maior ante agosto (55,5%) e setembro de 2008 (57,3%).

“É cedo para dizer que se trata de uma tendência. No momento os empregadores estão mais seletivos na contratação de funcionários. Como ainda existem muitos desempregados, as empresas podem escolher aqueles com mais escolaridade. Este grupo é cada vez mais numeroso, devido à expansão da rede pública de ensino nas duas últimas décadas”, avalia o professor Hélio Zylberstajn, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP), que é parceira da SERT no Observatório do Emprego.

Jovens e mulheres

Os jovens continuam respondendo por mais da metade das novas vagas: trabalhadores com até 24 anos ocuparam 66,2% do emprego gerado – proporção maior que em agosto (56,8%) e setembro de 2008 (59,7%).

As mulheres preencheram 44,5% das vagas, ante 43,5% em agosto e 52,2% em setembro de 2008.

Áreas e ocupações

Houve criação de vagas em todas as Regiões Administrativas, exceto Marília (-92). Os maiores saldos foram na Região Metropolitana de São Paulo (+29.772) e nas Regiões Administrativas de Campinas (+9.983), Sorocaba (+4.804) e São José dos Campos (+3.339).

Três atividades apresentaram perdas: Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aqüicultura (-1.001); Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Descontaminação (-310); e Organismos Internacionais e Outras Instituições Extraterritoriais (-75).

Nos demais 18 setores houve aumento. Os maiores crescimentos foram na Indústria de Transformação (+20.000), Comércio (+11.582) e Construção (+8.044).

As ocupações que mais se destacaram foram alimentador de linha de produção, operador de comércio (vendedor), ajudante de obras e escriturário – elas responderam por aproximadamente 36% de todo o crescimento do emprego formal em setembro de 2009. As maiores reduções foram para duas ocupações relacionadas com agricultura e para supervisores administrativos.

Pressão salarial

Em setembro o salário médio dos admitidos no Estado foi R$ 889 (diminuiu em 0,3% em relação a agosto). O maior valor foi na Região Metropolitana de São Paulo (R$ 979) e, o menor, na de Barretos (R$ 639). Das 15 regiões, 11 registraram aumento – as maiores altas foram nas regiões Central (Araraquara/São Carlos, com +5,0%), Araçatuba (+3,8%), Barretos (+3,6%), e Marília (+3,2%). Houve redução nas regiões de São José do Rio Preto (-1,7%), Metropolitana de São Paulo (-1,5%), Presidente Prudente (-1,2%) e Bauru (-0,7%).

A pressão salarial – que é a relação entre os salários médios dos admitidos e o dos desligados - foi de 0,90 (em agosto ficou em 0,89). Quando a pressão é maior que 1,00 (um) significa que quem está sendo contratado recebe um salário mais alto em relação a quem foi demitido. A pressão menor que 1,00 (um) indica que os admitidos estão ganhando menos do que os desligados.

Os maiores níveis de pressão foram nas regiões de Marília (1,01), Franca (1,00), Bauru (0,96) e São José dos Campos (0,95). As menores ocorreram nas regiões de Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto e Metropolitana de São Paulo (todas com indicador igual a 0,89).

Clique aqui e confira a íntegra do Boletim Mensal de setembro.

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