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Estudo traça perfil
do profissional brasileiro de TI
07-07-2009
O universo de profissionais de TI não está
recebendo um número significativo de novos profissionais.
Pelo menos esta é uma das conclusões de
uma nova pesquisa encomendada pela Impacta Tecnologia
à MBI Mayer&Bunge Informática, empresa
focada na geração de informações
sobre e para o mercado de Tecnologia da Informação
e Comunicações (TIC).
A pesquisa sobre o perfil do profissional de TI foi
aplicada em 100 empresas de diferentes segmentos instaladas
no país. Foram avaliadas questões como
tempo de atuação profissional no mercado,
escolaridade, tipo de regime de trabalho, domínio
de idiomas e outros pontos.
Com relação ao tempo de atuação
profissional em TI em outras áreas, 75,8% dos
entrevistados atuam na área há mais de
10 anos e 12,8% possuem de 8 a 10 anos no setor. Menos
de 1% entraram no segmento há um ano.
Questionados sobre quanto tempo trabalharam em outras
áreas que não a TI, o resultado indica
que cerca de um terço dos profissionais (31%)
nunca trabalharam em outra área, enquanto outros
42% atuaram em outro setor por no máximo 5 anos
antes de migrarem para a TI.
Referente ao tempo de ocupação do cargo
atual, o estudo mostra que 23,4% dos profissionais com
mais de 10 anos de mercado receberam promoções
nos últimos 10 anos. O tempo médio de
espera por uma promoção foi de no mínimo
5 anos para 52,4% dos entrevistados.
Em relação ao grau de educação
formal dos entrevistados, foi feito um comparativo com
outra pesquisa realizada no ano de 2001, na qual o nível
de pós-graduação não foi
citado. No levantamento atual, 37% dos profissionais
dizem possuir curso de pós-graduação
completo e 9% incompleto.
Com referência aos cursos superiores, em 2001,
45% dos participantes disseram possuir o curso completo
e 29%, incompleto. Nos dados de 2009, 31% contam com
curso superior completo e apenas 9% ainda não
concluíram a graduação.
O resultado da pesquisa revela ainda que o mercado
está mais exigente na hora de contratar. Em 2001,
22% dos profissionais que já atuavam na área
possuíam apenas o ensino médio. Hoje esse
percentual é de apenas 6%.
"O mercado exige cada vez mais, além da
educação formal, o domínio completo
da tecnologia e certificações reconhecidas.
Isso tem resultado em uma corrida e disputa das empresas
por profissionais de TI qualificados", diz Rodolfo
Ohl, diretor do portal Monster.
A escola privada é responsável por 64,4%
da formação dos profissionais de TI, e
a rede pública, por 34,9%. Em 2001 esse percentual
era de 62,8% e 36,1%, respectivamente.
Sobre o número de empresas em que os profissionais
atuaram ao longo de suas carreiras, o estudo mostra
que 65,8% dos participantes passaram por 2 a 5 no máximo,
enquanto 21,5% deles estiveram empregados em uma única
companhia.
Já em relação ao regime de trabalho
ao qual estão submetidos, cerca de 70% dos entrevistados
são contratados pela CLT, enquanto o outro terço
se divide entre profissionais autônomos, micro-empresa
e terceirizados.
Referente ao domínio de línguas estrangeiras,
o inglês é líder com 94,6%, seguido
do espanhol, por 40,9%. O italiano figura em terceiro
lugar, com 5,4% seguido pelo francês, com 4,7%,
e pelo alemão, com 2%.
Sobre o tempo de uso da Internet no trabalho, metade
dos profissionais utilizam a web mais de quatro horas
por dia. Em 2001 esse tempo era de três horas.
27% dos entrevistados admitiram acessar a internet por
mais uma hora quando estão em casa, e metade
dos profissionais reservam mais de uma hora, fora do
expediente, para navegar na web.
"O setor de tecnologia evoluiu muito nos últimos
anos no Brasil e o mercado se tornou mais exigente nas
contratações. Contudo, o número
de novos especialistas ingressando no mercado de TI
não tem sido suficiente para suprir o déficit
de mão-de-obra no setor que chega a 100 mil profissionais,
conforme levantamento de 2008 do Ministério do
Trabalho", conclui Celio Antunes, presidente do
grupo Impacta.
Em relação ao uso do tempo livre, a pesquisa
mostra que as atividades preferidas dos profissionais
de TI são sair com a família (56%), viajar
(53%) e praticar esportes (37,6%). A soma das respostas
nesta questão ultrapassa os 100% por ter sido
permitido escolher mais de uma opção.
O mais surpreendente nessa questão é
que quase um terço dos profissionais (31,5%)
utilizam a Internet como atividade de lazer nos tempos
livres, preferindo essa atividade a sair com os amigos
(26,2%), por exemplo.
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